
O SERJUSMIG alerta os servidores acerca da propagação da Monkeypox, popularmente conhecida como Varíola dos Macacos. Em junho, a doença foi declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) emergência de saúde pública.
O último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, publicado no dia 26, informa a existência de 41.198 casos confirmados no mundo, com 12 óbitos distribuídos em sete países: Nigéria (4), República Centro-Africana (2), Espanha (2), Gana (1), Brasil (1), Equador (1) e Índia (1).
Na mesma data, Minas Gerais registrava 253 casos confirmados da doença em 14 Unidades Regionais de Saúde, sendo 194 em BH, onde havia transmissão comunitária.
Os casos graves normalmente acometem crianças e pessoas imunossuprimidas, podendo levar a broncopneumonia, sepse, encefalite e perda de visão. Estima-se que a letalidade varie entre 1% e 10%.
A doença é transmitida pelo vírus monkeypox (MPX) e tem sintomas semelhantes aos da varíola. As manifestações mais frequentes são dor de cabeça, febre, linfonodos inchados, dores musculares, fraqueza profunda e bolhas na pele.
A transmissão ocorre por contato com lesões, fluidos corporais e gotículas respiratórias. Também é possível o contágio do bebê no parto ou por contato próximo após o nascimento. Há estudos buscando verificar o contágio por materiais infectados, como como toalha, roupas e outros objetos.
Profilaxia e tratamento
Na prevenção, é aconselhado não manter contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Se for indispensável estabelecer contato, recomenda-se usar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção. Também é importante lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel.
Havendo suspeita de infecção, o paciente deve procurar a unidade de saúde. No período em que estiver infectado, o paciente deve evitar compartilhar objetos e manter o isolamento até o que os sintomas desapareçam totalmente. Além disso, deve-se rastrear os contatos da pessoa.
Macaco não tem culpa
A ignorância e desinformação têm feito algumas atacarem macacos. Há relatos de envenenamento em diferentes lugares no Brasil. A referência ao animal para nomear a doença foi adotada em 1958, na Dinamarca, porque o vírus havia sido descoberto em testes com macacos. Porém, símios são vítimas, assim como os seres humanos, que transmitem o vírus para outros seres humanos.
Vacina
Já existe vacina para a Monkeypox, aplicável a adultos acima de 18 anos. Na última quinta (25), a Anvisa aprovou a dispensa de registro para que o Ministério da Saúde importe o imunizante.
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