
Um acidente de trabalho ocorrido na última sexta (6), em Belo Horizonte, deixou apreensivos os trabalhadores da 2ª Câmara Criminal, do 2º Cartório de Feitos Especiais (CAFES) e do Cartório da 1ª Câmara Criminal (1º CACRI). O forro de gesso da sala da 2ª Câmara Criminal desabou durante o expediente e uma servidora foi atingida.
As instalações, localizadas no 8º andar do Edifício Banlavoura, na Avenida Afonso Pena 1500, há semanas apresentam problemas, desde que teve início uma reforma no local. As obras, sob responsabilidade do condomínio, estão previstas para serem concluídas na primeira quinzena de julho.
A situação é acompanhada pelos sindicatos que, ao visitarem o prédio e conversarem com os servidores, identificaram problemas como ventilação e iluminação natural insuficientes, baixa qualidade do ar, exposição a elevadas temperaturas, banheiros interditados, precariedade das instalações provisórias, inclusive com fiação elétrica exposta, sem isolamento ou proteção.
Em face dessa situação, o SERJUSMIG e o SINJUS-MG encaminharam um ofício conjunto ao presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, reivindicando providências urgentes para proporcionar segurança, salubridade e dignidade aos servidores.
ACESSE AQUI O OFÍCIO CONJUNTO 11/2025
No documento, as entidades solicitam: 1) autorização imediata de trabalho remoto para os servidores de todos os setores impactados, enquanto perdurarem as obras; 2) realização de vistoria técnica emergencial por parte da GERSAT, com vistas à emissão de laudo detalhado sobre as condições do ambiente de trabalho; 3) o acompanhamento direto da Administração.
Os sindicatos também observam que, em maio, uma infiltração de esgoto no 1º CACRI foi solucionada após o gerente da unidade ter formalizado a situação por meio do processo SEI. Todavia, situações semelhantes no CAFES não tiveram solução célere.
“Constatamos que o local não reúne as condições mínimas para continuar funcionando como ambiente de trabalho, até que a reforma termine. Ressaltamos que este é um caso extremo, com uma servidora atingida fisicamente e contínua exposição dos demais colegas ao risco físico e à deterioração de sua saúde. O Tribunal precisa tomar medidas urgentes”, adverte Rui Viana, 1º vice-presidente do SERJUSMIG.
SERJUSMIG
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