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SERJUSMIG

Milhares de servidores públicos se reúnem em Brasília contra a retirada de direitos dos trabalhadores; SERJUSMIG está presente

 

Milhares de servidores públicos de todo o Brasil participaram hoje, em Brasília, de uma marcha contra a retirada de direitos dos trabalhadores, direitos esses ameaçados pelo PLP 257 (que agora tramita como PLC 54/2016 no Senado) e pela PEC 241.

O SERJUSMIG esteve representado pelos dirigentes Sandra Silvestrini e Rui Viana, além de 15 servidores que se inscreveram previamente para a caravana, conforme convocação feita pelo Sindicato em seu site, redes sociais e também via boletim impresso.

Mesmo sob um ar extremamente seco e um calor escaldante, cuja sensação térmica chegou a 40º, os manifestantes saíram da Catedral Metropolitana de Brasília em direção à Esplanada dos Ministérios, passando pelos ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão; Trabalho e Previdência Social; Educação e chegando ao Congresso Nacional, como forma de chamar a atenção dos parlamentares para a votação dos projetos.

Além da PEC 241 e do PLC 54/16, outras ameaças avançam em Brasília, como a terceirização no serviço público e a reforma da Previdência, que deve ser enviada à Câmara dos Deputados ainda este mês.

Em seguida, os manifestantes se dirigiram ao Senado Nacional, onde, neste momento, está sendo lançada a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público.

Amanhã, acontece a plenária final da Jornada de Lutas, quando serão definidas as novas etapas da mobilização.

Veja aqui o álbum de fotos

Saiba mais sobre os projetos

PLC 54/2016 (PLP 257/16)
Aprovado no plenário da Câmara dos Deputados em 30 de agosto, o projeto tramita no Senado como PLC 54/2016. O projeto propõe, entre outras, as seguintes medidas que afetam diretamente os servidores públicos:
– Não concessão de aumento de remunerações dos servidores a qualquer título, ressalvadas as decorrentes de atos derivados de sentença judicial e previstas constitucionalmente.
– Elevação de contribuições previdenciárias dos servidores para 14%.
– Reforma do regime jurídico dos servidores ativos, inativos, civis e militares para limitar os benefícios, progressões e vantagens.
– Vedação da criação de cargos, empregos e funções ou alteração da estrutura de carreiras.
– Suspensão da admissão ou contratação de pessoal.
– Implementação de programas de Desligamento Voluntário e Licença incentivada de servidores e empregados.
– Redução de 10% da despesa mensal com cargos de livre provimento.

PEC 241
Com a PEC 241, a União desvincula os percentuais a serem aplicadas em Educação, por exemplo, das Receitas Correntes Líquidas (RCL) – hoje limitada em 18% – para aplicar recursos corrigidos pela inflação, utilizando-se como base de cálculo o ano de 2016. Como o ano será de baixa arrecadação em razão da crise pela qual atravessa o País, o governo reduziria ao longo dos anos, os montantes de investimento no setor. 

A proposta prevê ainda que o teto para os gastos públicos terá duração de 20 anos e consistirá na fixação de meta de expansão da despesa primária total, com crescimento real “zero” a partir do exercício subsequente ao de aprovação da proposta. Ao poder ou ao órgão que descumprir os limites fixados na proposta será vedado:
a) conceder, a qualquer título, de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração de servidores públicos, inclusive do previsto no inciso X do caput do art. 37 da Constituição, exceto os derivados de sentença judicial ou de determinação legal decorrente de atos anteriores à entrada em vigor da Emenda Constitucional que instituiu o Novo Regime Fiscal;
b) criar cargo, emprego ou função que implique aumento de despesa;
c) alterar a estrutura de carreira que implique aumento de despesa;
d) admitir ou contratar pessoal, a qualquer título, ressalvadas as reposições de cargos de chefia e de direção que não acarretem aumento de despesa e aquelas decorrentes de vacâncias de cargos efetivos;
e) realizar concurso público.

(Fotos: Fenajud)