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SERJUSMIG

Greve Geral: Centenas de trabalhadores vão às ruas contra a PEC 55

 

A Greve Geral, que aconteceu na sexta, 11, mobilizou diversas entidades sindicais, trabalhadores e pessoas da sociedade civil organizada em prol de uma pauta comum: a luta contra a PEC 55/2016 e todos os ataques aos direitos da classe trabalhadora e da sociedade que tramitam no Congresso Nacional. Em uma das maiores manifestações realizadas em Belo Horizonte, centrais sindicais, ONGs, sindicatos e milhares de trabalhadores das iniciativas pública e privada, ao lado de estudantes secundaristas e universitários, tomaram as ruas da capital.

Espalhados por pontos estratégicos da cidade, os movimentos conseguiram, literalmente, parar BH e mostrar às autoridades públicas e à sociedade em geral, a indignação imensa contra os projetos que representam verdadeiros massacres aos direitos do povo.

O SERJUSMIG participou ativamente de toda o dia de manifestação. A concentração teve início ao meio-dia, em frente ao Fórum Lafayette, onde os Servidores puderam ouvir mais detalhes sobre as consequências da aprovação da PEC 55. Entre estes, o congelamento de salários, o fim das progressões, promoções horizontais e verticais, bem como dos adicionais por tempo de serviço e por desempenho, foram pontos amplamente esclarecidos pelos diretores sindicais, Sandra Silvestrini e Rui Viana. A presidente do Sindicato ainda divulgou, durante a concentração, uma lista onde diversas entidades que representam magistrados, economistas, médicos, bispos, entre outros profissionais, manifestaram, através de notas públicas, seu repúdio à PEC. 

Após cerca de duas horas de concentração, os manifestantes seguiram até a Assembleia Legislativa, onde reunidos com milhares de manifestantes de outras categorias, participaram de uma audiência pública realizada conjuntamente pelas Comissões de Direitos Humanos e do Trabalho. Na audiência, todos os líderes sindicais e também participantes do evento, tiveram direito a voz para manifestar sua opinião a respeito não só da PEC 55/2016, mas também da Terceirização (PEC 30) e decisões recentes do Supremo Tribunal Federal – STF sobre a questão, a Reforma da Previdência e outros temas.

Deixando de lado as divergências ideológicas políticas, todos foram unânimes em elogiar os movimentos estudantis, que com as ocupações das escolas têm conseguido romper não só o silêncio de grande parte da mídia, mas principalmente, fazer com que as autoridades competentes não tenham como ignorar que as mudanças precisam passar por um diálogo com a sociedade.

A luta dos estudantes foi considerada um exemplo para os demais segmentos, no sentido de que mesmo com todo tipo de pressão, se há vontade e coragem, é possível fazer um movimento forte. “Tenho esperanças que a PEC possa não ser aprovada. Se continuarmos firmes, mobilizando nossas bases e engrossando o movimento de Greve Geral, o governo não terá outra opção, a não ser recuar. Façamos como os estudantes, que com sua juventude têm nos dado importante lição de cidadania, ocupando suas escolas como única forma de chamar a atenção e defendê-las, já que todas as outras tentativas de diálogo foram ignoradas pelo Governo”, conclamou Sandra Silvestrini, que ao encerrar, disse: “Há momentos em que as dificuldades são tantas, que parece que não vamos conseguir seguir adiante na luta. Mas aí, encontramos com milhares de pessoas como nesta audiência, com o mesmo objetivo que nós, demonstrando disposição para continuar o enfrentamento contra os ataques aos nossos direitos de trabalhadores e cidadãos e aí nossas energias são renovadas. Sigamos juntos nesta luta, porque, se ela não for vencida, não terá sido por nossa omissão.”

Assista ao vídeo: Greve Geral 11/11