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SERJUSMIG

Em AGE deste sábado (8), trabalhadores aprovam contas do sindicato e pauta de reivindicações atualizada




Ao longo deste sábado (8), no município de Ouro Preto, o SERJUSMIG realizou Assembleia Geral Extraordinária (AGE) com dupla temática: prestação de contas e demonstrações contábeis e definição de pauta de reivindicações para o próximo período. 

Conforme previsto estatutariamente, o 26º Encontro de Delegadas e Delegados foi temporariamente suspenso e a participação aberta a sindicalizados que não se inscreveram para o encontro, a fim de que pudessem participar da AGE. Aos interessados, o sindicato disponibilizou meio de transporte ou reembolso com despesas de deslocamento.

 

Contas aprovadas

Pela manhã, após abertura da AGE, a diretoria procedeu à prestação de contas e demonstrações contábeis de dois períodos: 1) de setembro a dezembro de 2024; 2) de janeiro a agosto de 2025. 

Conforme divulgado amplamente, com antecedência, a prestação de contas foi disponibilizada na sede do sindicato para consulta dos filiados, desde o dia 3 de novembro, com plantão do Conselho Fiscal. Questionamentos também puderam ser encaminhados ao e-mail: conselhofiscal@serjusmig.org.br. Os documentos também foram remetidos aos delegados e delegadas sindicais por e-mail.

Passada a exposição das contas e demonstrações contábeis, a mesa abriu espaço para questões e comentários dos sindicalizados. Por fim, o presidente do Conselho Fiscal, Ênio de Senna, leu o parecer favorável à aprovação das contas do sindicato e o submeteu à votação. O parecer foi aprovado por ampla maioria, com apenas uma abstenção e nenhum voto contrário. 

 

Unidade da classe trabalhadora

Antes de iniciar o segundo momento da AGE, a mesa recebeu a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), servidora pública e parceira de longa data da categoria no Legislativo, em pautas como concurso, carreira, valorização salarial, bem como na resistência contra os ataques neoliberais ao serviço público. 

Em sua saudação, a parlamentar lembrou o recente ataque aos direitos do povo mineiro com a aprovação da PEC 24/2013, popularmente conhecida como PEC do Cala a Boca, por retirar da população o direito de deliberar sobre possível privatização da Copasa.

A aprovação da PEC em segundo turno, na quarta-feira (5), foi bastante contestada pelos trabalhadores presentes na Assembleia Legislativa, visto que o voto decisivo foi computado a despeito da ausência do deputado votante no local da votação dentro do prazo regimental.

“Não podemos reduzir a democracia a votar de dois em dois anos, a democracia exige participação direta da população. Infelizmente, o que está avançando em Minas Gerais é o ataque à democracia, quando nos tiram uma ferramenta tão importante como o referendo. Lutamos há sete anos contra essa agenda de privatizações do governo Zema, não só das estatais, mas também dos outros setores”, observa Beatriz. 

Por fim, a parlamentar reafirmou a importância da unidade nas lutas da classe trabalhadora, seja contra as privatizações, seja contra a Reforma Administrativa, seja em pautas propositivas, que permitam ampliar os direitos da população. 

“Nós precisávamos que o mundo estivesse avançando numa agenda de proteção de direitos, mas convivemos em Minas Gerais com o avanço dos interesses do mercado, o que exige de nós ainda maior unidade. Contem comigo nesse desafio”, concluiu.

 

Pauta atualizada

No último momento da assembleia, os participantes discutiram as pautas prioritárias do próximo período, sob a gestão Interação e Luta, entre 2025 e 2028. Na metodologia adotada pela direção, uma minuta foi lida e submetida aos participantes, que puderam fazer destaques, propondo acréscimos, supressões ou alterações na redação da pauta. 

Após mais de duas horas de discussões e dezenas de inscrições, os trabalhadores aprovaram a nova pauta, com modificações à minuta inicial, que passam a compor o documento final de 42 pontos. 

ACESSE AQUI A MINUTA INICIAL

ACESSE AQUI A VERSÃO FINAL, COM ALTERAÇÕES APROVADAS PELA AGE

“O que temos aqui é um guia para a continuidade do nosso trabalho, construído no debate da categoria. Saímos, mais de 350 participantes, comprometidos e comprometidas com a implementação das definições aqui tomadas”, conclui Eduardo Couto, presidente do SERJUSMIG.

 

 

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