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SERJUSMIG

8/3: SERJUSMIG comemora, com mobilização, o Dia Internacional da Mulher

 

Nem só de comemorações é feito o dia 8 de março. Para o SERJUSMIG, a data tem que ser, sim, comemorada, mas de uma forma diferente e compatível com o que ela representa: com mobilização e luta para continuar conquistando e diminuindo as desigualdades, a violência e a discriminação contra as mulheres!

Por isso, mulheres representantes do Sindicato se uniram a companheiras de vários outros segmentos do trabalho e organizações sociais, bem como autoridades públicas, para participar de uma audiência pública realizada na manhã desta quinta, 8, na Praça Sete. O evento, que integra a programação especial para as mulheres #MulheresnaLuta, foi criado coletivamente, com participação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, por meio da Comissão Extraordinária das Mulheres, e de coletivos e entidades ligados às causas femininas.

Dezenas de mulheres e também de homens compareceram à Audiência Pública que tratou de assuntos como visibilidade feminina, igualdade de direitos, medicina para a mulher, direitos sexuais e reprodutivos, entre outros temas. Sandra Silvestrini, presidente do SERJUSMIG, fez questão de declarar o total apoio da entidade à iniciativa e às inúmeras causas defendidas, lembrando a importância da participação das mulheres em todos os espaços públicos e também instâncias de poder e deliberação.

“As mulheres são maioria hoje no país, mas quando se avalia a participação delas nos espaços de poder e comando, elas repentinamente se transformam em minoria. Isso pode ser percebido no Congresso Nacional, nas assembleias estaduais, prefeituras e câmaras municipais. Mas olhando um pouco mais próximo do nosso cotidiano, basta correr o olhar pelo Órgão Especial do Judiciário mineiro, que é quase na totalidade masculino. Esse quadro traz consequências negativas nas condições de vida e de trabalho das mulheres, porque, na prática, significa que a maioria das decisões que afetam a vida das mulheres são tomadas por homens”, ressalta Sandra. 

No Judiciário mineiro, no universo de 13.237 servidores ativos, 9.248 são mulheres. A importância das mulheres comemorarem a data, ainda hoje, com luta, representa que houve avanços, mas que ainda falta muito para se chegar ao cenário ideal. Há, especialmente no setor privado, grande desigualdade salarial, mesmo quando se comparam cargos iguais ocupados por gêneros diferentes. O assédio sexual e moral ainda são uma triste realidade no mundo do trabalho, principalmente no que se refere às mulheres.

Isso sem falar na violência doméstica, na tripla jornada de trabalho e outros constantes absurdos que constituem o cotidiano de muitas mulheres ainda.
Os registros de mais cem anos de luta por condições dignas de trabalho e pela igualdade de gênero, que incluem até a morte de 125 operárias da indústria têxtil, num incêndio em uma Fábrica de roupas em Nova York, e dos dias atuais, de mulheres lutando contra a reforma trabalhista que retirou-lhes direitos históricos e a reforma previdenciária, que de igual forma tenta faze-lo, são provas claras de que ainda há muito por se fazer e avançar.
A deputada Marília Campos (PT) presidiu Audiência, que contou também com a presença da deputada federal Jô Moraes (PCdoB), além de outras lideranças políticas, sindicais e de movimentos sociais.

Assista aqui a um vídeo com a mensagem da presidente do SERJUSMIG para o Dia das Mulheres.

Lembrete: no próximo sábado, 10/3, Sandra Silvestrini fará a abertura do Programa Agenda Minas, especial sobre as mulheres. O programa vai ao ar às 10h, na Band Minas. Não percam!