
Milhares de servidores, em comarcas de todo o Estado, expuseram hoje o pesar que o primeiro ano da atual Administração do Tribunal de Justiça de Minas Gerais vem despertando na categoria.
Há exato um ano, tomava posse no TJMG o presidente Pedro Bitencourt Marcondes. Ao contrário de toda a “gestão republicana e participativa” que apregoava quando de sua posse, sua administração vem sendo marcada por imenso retrocesso, representado cotidianamente pela falta de diálogo, falta de democracia e falta de consideração para com os direitos dos Servidores.
A presidência tem negado a participação dos sindicatos nas discussões de assuntos de total relevância e interesse da categoria que representam, tais como orçamento, planejamento estratégico, plano de carreiras e carga horária. Nestes 365 dias de gestão, o que se viu foi a dispensa de concursados, redução dos recursos destinados à Promoção Vertical, aumento da terceirização e da “estagiarização”, ou seja, uma verdadeira precarização do serviço.
A atual Administração do TJMG descumpre negociações e ameaça cortar direitos dos Servidores. Mantém um silêncio desrespeitoso em relação às solicitações de diálogo feitas pelos Sindicatos, situação que contraria o conceito de gestão participativa. Tal comportamento elevou de forma considerável o sentimento de insatisfação da categoria, que hoje se encontra altamente indignada com o atual cenário.
Por tudo isso, os Servidores da Justiça velaram hoje em todo o Estado a perda inestimável da perspectiva de carreira, da garantia da revisão geral anual, da jornada de 6 horas, do descumprimento do compromisso firmado com Escrivães e Contadores (Lei 20865/2015), do direito de participar das decisões da Casa, dentre outras perdas lastimáveis.
Por estarmos cansados de tantas injustiças na Casa da Justiça, nos vestimos hoje de preto. Luto pelas injustiças que prejudicam não só os Servidores, mas também toda a sociedade. Luto em respeito à nossa indignação frente a uma administração corporativista, que expropria dos Servidores até aquilo o que a lei já há muito lhes garante.