
Nessa última segunda-feira (4), dirigentes sindicais do SERJUSMIG e SINJUS se reuniram com o técnico da subseção judiciária do DIEESE, Thiago Rodarte, e, durante várias horas, estudaram várias possibilidades envolvendo as reivindicações da categoria ao TJMG e a situação fiscal do Estado de Minas Gerais.
Após avaliarem várias hipóteses, entenderam que são vários os cenários e, por isso, o importante é escolher um deles. No caso, optaram por trabalhar em cima do orçamento aprovado na ALMG e sancionado pelo atual governo de Minas.
De acordo com esse orçamento aprovado e o contexto atual, elaboraram um documento no qual propõem ao presidente alternativas para o pagamento do retroativo da Data-Base 2017 em, no máximo, três parcelas.
Em relação aos auxílios Saúde e Transporte, também tendo como parâmetro o orçamento sancionado, somado ao fato de que, em virtude do reajuste da magistratura há previsão de desoneração da fonte que antes lhes custeava o Auxílio Moradia, propuseram a instituição imediata dos auxílios e pagamento do retroativo.
Por fim, apontaram as perdas salariais da categoria que, considerando o período de 1/5/2014 a 31/12/2018, está em 12,65%, e devem alcançar 13,98% em maio de 2019, requereram a reposição dessas perdas.
Os sindicatos reiteraram a necessidade da realização de uma reunião com o presidente do TJMG para aprofundarem os debates.
O SERJUSMIG acredita que, juntos, Administração e Sindicatos têm condições, a partir do diálogo, de construir alternativas que minimizem as dificuldades orçamentárias enfrentadas pelos Servidores.
Embora a crise financeira do estado possa ser, como efetivamente é, um fator que dificulta avanços em questões de extrema importância para os Servidores, não pode, jamais, servir como impedimento para que o TJMG cumpra os direitos assegurados em Lei para a categoria.
Há alternativas e o Sindicato quer discuti-las, pois não abre mão de ver respeitados os direitos arduamente conquistados pelos servidores do Judiciário mineiro!