
O papel do Poder Judiciário na conjuntura social, política e econômica do país e os desafios da atualidade foram centro dos debates no seminário de formação sindical realizado pela Fenajud em parceria com o Sindjus/RS na última quinta-feira (1), em Porto Alegre.
Representantes de sindicatos de trabalhadores da justiça de diversos estados, entre eles o SERJUSMIG, e servidores de vários municípios do RS participaram da atividade, que contou com três painéis temáticos.
O primeiro painel, “O Papel do Judiciário na Atual conjuntura e sua Democratização”, teve explanações da juíza do trabalho e presidenta da Associação Juízes pela Democracia (AJD), Valdete Souto Severo, e do ex-governador do RS e ex-ministro da Justiça Tarso Genro.
O segundo painel discutiu “Dívida Pública e Previdência Social” e contou com a presença do Auditor Público Externo do TCE/RS e membro da Auditoria Cidadã da Dívida, Amauri Perusso, e da deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS).
Já no terceiro painel, o coordenador da região nordeste da Fenajud, Alexandre Santos, apresentou um módulo que integra a plataforma da Rede Nacional de Formação (Renaf) implantada pela entidade. Alexandre ressaltou que a iniciativa da Fenajud de fomentar e distribuir o conhecimento tem por finalidade contribuir para que “a classe trabalhadora possa se apropriar desse conhecimento e, a partir daí, começar seus movimentos de libertação”.
Ao final do seminário, o coordenador geral do Sindjus/RS, Fabiano Zalazar, fez a leitura da Carta de Porto Alegre, que traz um conjunto de denúncias sobre a situação enfrentada pelos trabalhadores do Poder Judiciário nos estados e aponta uma pauta reivindicatória comum para todas as entidades.
No dia seguinte, conforme já noticiado pelo SERJUSMIG, enquanto o TJRS sediava a reunião do colégio de presidentes dos tribunais, trabalhadores do Poder Judiciário de vários estados realizaram em frente ao prédio em Porto Alegre o ato “Que Justiça é essa”, pela valorização profissional e contra a precarização da justiça. Munidos de cartazes e faixas, instrumentos musicais e bandeiras de sindicatos de vários estados, dirigentes das entidades participantes, entre elas o SERJUSMIG, revezaram-se ao microfone para denunciar e gritar palavras de ordem no protesto que teve como mote a pergunta “Que justiça é essa?”.
Com texto do Sindjus/RS