
Milhares de pessoas participaram ontem (8/3), data em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres, em Belo Horizonte, de um ato de repúdio a todo tipo de violência contra as mulheres. Uma multidão de manifestantes concentrou-se na Praça da Liberdade e, de lá, se deslocou para a sede da Prefeitura e terminou a marcha na Praça da Estação.
Durante o trajeto, pelas ruas de BH os manifestantes entoaram palavras de ordem e cânticos com críticas ao machismo, a favor da igualdade de direitos, incluindo salários e oportunidades de acesso aos cargos de chefia, contra a violência, especialmente o feminicídio, contra o assédio moral, a intolerância e também contra a Reforma da Previdência, projeto que deve ser votado ainda este semestre em Brasília, prejudicando todos os trabalhadores e, mais profundamente, as mulheres.
Dirigentes e funcionários do Serjusmig, acompanhados de Servidores do TJMG, participaram do ato desde a concentração até o final. Logo após o início da caminhada, uma forte chuva começou a cair, porém, nem toda a sua força foi suficiente para esfriar os ânimos dos manifestantes, em maioria mulheres, que seguiram firmes até a Praça da Estação.
“Nós estamos aqui para alertar a sociedade, especialmente as mulheres, sobre as graves consequências que a Reforma da Previdência, caso seja aprovada como está, imputará às mulheres. Todos sabemos que as mulheres exercem diariamente dupla, às vezes até tripla jornada, e que são elas, na maioria absoluta dos lares, as responsáveis por cuidar dos filhos, das tarefas domésticas e de parentes idosos, sendo que grande parte delas não pode contar com a ajuda de ninguém. São verdadeiros arrimos de família, já que, infelizmente, muitos homens ainda se recusam a assumir e dividir com elas estas responsabilidades. Por tudo isso, não é justo que as mulheres sofram mais esta violência, que é o adiamento, em 10 anos, do direito ao acesso à aposentadoria, somado ao fato de terem, no caso de falecimento do cônjuge, reduzida à metade o valor da pensão, dentre outros abusos que afetam à elas de forma mais profunda, mas a todos os trabalhadores brasileiros”, argumenta Sandra Silvestrini, presidente do SERJUSMIG.
Na verdade, a expressão “reforma” não é a adequada para nominar a Proposta de Emenda à Constituição que o Governo encaminhou ao Congresso e o que ele pretende fazer a partir de sua aprovação. Na prática, ao invés de reformar, que é uma expressão comumente utilizada para melhorar alguma coisa, a proposta do Governo provoca o desmonte da Previdência Social no Brasil. “O projeto visa beneficiar os grandes bancos, por meio da venda de planos de aposentadoria privada, além de economizar à custa de milhões de trabalhadores que terão a aposentadoria como um direito inatingível na prática. Mesmo aqueles que conseguirem se aposentar, excetuando os que forem contemplados pela regra de transição, irão receber apenas 76% da sua média salarial como benefício, o que, na prática, pode reduzir o ganho do trabalhador a menos de 50%, jogando muitas famílias na miséria”, denuncia Sandra.
Além de Belo Horizonte, a marcha das mulheres aconteceu também em diversas cidades brasileiras e em muitos países, de todos os continentes.
Saiba mais sobre as consequências danosas que a PEC 287/2016 vai impor aos trabalhadores brasileiros: faça aqui o download da cartilha “Como a Reforma da Previdência vai afetar você e a sua família”, escrita pelo consultor previdenciário do SERJUSMIG, José Prata.
Na data de hoje, 9/8, enquanto a presidente do SERJUSMIG, Sandra Silvestrini, faz diligencias em favor da votação da Data-Base 2016 da categoria, os diretores Rui Viana e Antônio Costa participam, em Brasilia, de ato na OAB Federal e também no Congresso Nacional contra a Reforma da Previdência.






































