
Durante o tão ostentado “Dia D”, realizado ontem, 21-5, pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais – TJMG, três sessões de apresentações do Planejamento Estratégico foram realizadas no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte: às 10h, às 12h30 e às 17h.
Em cada uma delas foram exibidos dois vídeos, um com uma mensagem do presidente do TJMG aos Servidores, e o segundo com a apresentação dos desafios para a implementação do Planejamento. Os dois primeiros eventos contaram com um breve pronunciamento do corregedor-geral de Justiça, desembargador Antônio Sérvulo dos Santos, e, em todos os três, com a palavra do diretor do Foro de Belo Horizonte, juiz Cássio Azevedo Fontenelle.
Apesar de todo o vasto material promocional e do conteúdo amplamente divulgado pelo Tribunal, a tônica que prevaleceu no “Dia D” foi a insatisfação dos Servidores com a falta de respostas para todas as reivindicações da Categoria.
Os Servidores continuaram sem compreender (nem aceitar) os motivos que levam a administração do TJMG a agir de forma tão desrespeitosa com a categoria, a submetê-los a péssimas condições de trabalho, negar-lhes direitos duramente conquistados, como promoções na carreira e data-base (revisão geral anual), e a outros mais que merecidos, como a pleiteada ajuda de custo já concedida à magistratura, relativa ao auxílio-saúde.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais teve, neste intitulado “Dia D”, a Desfaçatez de apresentar ainda mais desafios e metas para essa massa de trabalhadores já tão explorada, sem apresentar condições de executar e alcançar o cumprimento do que demanda.
Embora seja de competência exclusiva do presidente do Tribunal responder a essas questões, os Servidores tentaram em vão obter dos dois representantes as respostas que não chegaram pela presidência do TJMG, que não compareceu ao evento.
No entanto, tanto o corregedor-geral quanto o diretor do Foro lamentaram em suas falas a falta de respostas para tantas perguntas, uma vez que somente o presidente da Casa teria autonomia para fazê-lo.
Assim, os Servidores não só encerraram o DIA D sem as respostas que esperavam da presidência do TJMG, como saíram dele ainda mais desestimulados.