
Nesta quarta-feira (8), o SERJUSMIG esteve nas ruas com outras entidades que compõem a Frente Mineira em Defesa do Serviço Público, em mais uma iniciativa de luta unitária. Em pauta, a defesa do IPSEMG, que presta assistência à saúde dos servidores, contra a política de arrocho salarial praticada pelo governo Zema (Novo) e contra as privatizações.
“Nenhum de nós é tão forte quanto todos juntos. Por isso, mais uma vez, nos unimos nesta marcha. Graças a essa unidade, temos conseguido barrar o RRF e, agora, voltamos às ruas para exigir respeito. Servidor não é privilegiado. Privilégio é ter 298% de aumento”, afirma Eduardo Couto, referindo-se ao comentário desrespeitoso do governador e ao reajuste salarial que ele deu a si mesmo no último ano.

Com relação ao IPSEMG, o sindicato reitera sua posição contrária ao Projeto de Lei 2.238/2024, de autoria do Poder Executivo, que aumenta o piso e o teto da contribuição cobrada aos servidores pela assistência à saúde, amplia a faixa etária dos filhos para 38 anos, cria uma alíquota adicional para beneficiários com idade igual ou superior a 59 anos e autoriza a alienação de patrimônio imobiliário do instituto.
CLIQUE AQUI PARA VOTAR EM CONSULTA PÚBLICA CONTRA O PROJETO DE LEI 2.238/2024
“Nos solidarizamos também com os servidores do Poder Executivo, para os quais o governador propõe uma reposição que não repõe, pois o índice é inferior à inflação, mas aumenta a contribuição ao IPSEMG, retirando ainda mais dos salários já defasados. Também nós, no TJMG, estamos na luta pela nossa recomposição salarial”, acrescenta Couto.
A manifestação, que se concentrou em frente à Assembleia Legislativa e depois partiu em marcha pelas ruas da cidade, também contou com a participação de trabalhadores das estatais Cemig e Copasa, ameaçadas de privatização pelo atual governo, de servidores das universidades, em greve, trabalhadoras da rede pública de ensino estadual, do meio ambiente e da rede Fhemig, também sob ameaça de privatização.
“Os trabalhadores do Judiciário estão sempre muito atuantes, aqui presentes com o SERJUSMIG. Esta luta é essencial, pois não adianta o governo do estado dizer que tem orgulho do serviço público, como ele está fazendo no marketing, mas continua com a prática da destruição do serviço público”, destacou a deputada Beatriz Cerqueira (PT), presente no ato.
Ameaças contra deputadas
Durante a intervenção, o funcionalismo público e o SERJUSMIG demonstraram solidariedade às deputadas Beatriz Cerqueira (PT), Bella Gonçalves (Psol) e Lohanna (PV). As parlamentares foram vítimas de ameaças de morte e de crimes contra a liberdade sexual no segundo semestre de 2023. O principal investigado foi preso recentemente. Beatriz aproveitou a oportunidade para agradecer pelo apoio de todas as entidades que estiveram ao lado das deputadas nesse momento de insegurança.
O presidente do SERJUSMIG, Eduardo Couto, reforça ainda que crimes cibernéticos precisam ser tratados pelo que são: crimes. “Internet e redes sociais não são terra sem lei, de forma que os criminosos precisam ser responsabilizados. Ainda que de forma tardia, a recente prisão de um dos autores desses crimes está sendo fundamental para demonstrar que não aceitaremos a violência política de gênero”, reafirma o sindicalista.
SERJUSMIG
Unir, Lutar e Vencer
Imagem capa: Maxwell Vilela