
Enxugar a máquina pública tem sido o argumento do governo federal para “passar a boiada” no projeto de sucateamento dos serviços públicos por meio da Reforma Administrativa – Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32.
Como a proposta é muito impopular, o governo Bolsonaro, a mídia comercial e alguns parlamentares propagam a ideia de que o objetivo é tornar o Estado brasileiro mais moderno. Para especialistas entrevistados pelo Brasil de Fato, essas afirmações, na verdade, são mitos que ocultam o verdadeiro caráter da PEC.
O Brasil de Fato MG, em parceria com sindicatos de Minas Gerais, preparou uma série de reportagens para explicar em detalhes o que pretende ser feito. Começamos combatendo alguns “mitos”:
Quatro mitos sobre a Reforma Administrativa federal
“Cortar gastos” é um dos mitos. Ao contrário, número de pessoas contratadas pelo governo deve aumentar 29%
PEC 32: famílias de BH gastariam em média R$ 770 por mês pela educação de cada filho
Colégio mais barato da capital mineira tem mensalidade de R$ 836 para o 1º ano do ensino fundamental
Reforma trará efeitos negativos no comércio, no emprego e nos serviços dos municípios
11% dos vínculos empregatícios em Minas Gerais são do serviço público
Reforma Administrativa ampliará excessos e viabilizará ilegalidades na Cemig
A CPI da Cemig nasceu de denúncias vindas dos trabalhadores da estatal, só possível pela estabilidade do emprego
Com a PEC 32, servidor perde direitos e a população o serviço público
Um quarto do funcionalismo público recebia, em 2018, menos de R$ 1.566
PEC 32 abre portas para o fim do SUS
PEC 32 entrega grande parte do serviço público ao setor privado, repassando recursos financeiros e sem retorno aos cofres públicos
Este especial é uma parceria do Brasil de Fato MG com Andes, APUBH, ATENS, CUT, CTB, Fetrafi, Frente Mineira em Defesa do Serviço Público, Fórum de Mineiros contra a Reforma Administrativa, Serjurmig, Sindicato dos Bancários, Sindicato dos Economistas, Sindagua, Sindcefet, Sindibel, Sindieletro, Sindifes, Sindipetro, SindRede, Sindsep, Sind-UTE/MG, Sinjus, Sinpro e Sintect.
Edição: Elis Almeida
Fonte: Brasil de Fato MG
Imagem: Ref Adm – AFP