
O SERJUSMIG vem a público manifestar apoio aos colegas Servidores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e ao Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Rio (Sindjustic¸a-RJ), pela decisão de greve, com paralisação das atividades presenciais, em defesa da vida dos trabalhadores.
A paralisação, que já dura 12 dias, se deu em razão do retorno das atividades presenciais em contrariedade às recomendações das autoridades sanitárias e sem considerar o atual estágio da pandemia no Estado. O Sindjustiça também denuncia que o ato n. 25/2020 do TJRJ, que regulamentou o plano de retorno das atividades presenciais, não teve a participação do Sindicato em sua elaboração.
Após a publicação do TJRJ apontando o retorno das atividades presenciais do Judiciário, com a previsão de reabertura dos prédios a partir de 29 de junho, o Sindjustiça-RJ mostrou-se contrário à medida e buscou negociar diversas vezes. Sem sucesso, a categoria definiu pelo movimento grevista em defesa da vida, desde a data prevista para início da reabertura gradual dos prédios do TJRJ.
O Sindjustiça-RJ defende o retorno presencial dos servidores somente quando houver condições seguras para os trabalhadores. A entidade alega que não há funcionários suficientes para controlar o fluxo de entrada de pessoas, para verificar a temperatura, além de haver comarcas em cidades que ainda não tiveram baixa na demanda da rede de saúde por causa da pandemia do coronavírus. O Sindjustiça-RJ lembrou ainda que a produtividade do trabalho do TJ aumentou no formato de home office.
Em Minas Gerais o SERJUSMIG já requereu, em ofício enviado ao TJMG no último dia 03, a participação da entidade no Grupo de Trabalho instituído pela Portaria nº 4.869/PR/2020, com o objetivo de regulamentar o Plano de Retomada e Acompanhamento das Atividades Presenciais, com o retorno gradativo das atividades, mas até o momento não houve resposta por parte do TJMG.
O SERJUSMIG reafirma o posicionamento da entidade, reforçando que no estado de Minas Gerais o retorno das atividades presenciais também deve se dar somente quando não houver riscos aos Servidores e demais usuários do Sistema de Justiça.
Todo apoio dos Servidores de MG à Greve pela vida no Rio de Janeiro!