
“O sindicato não tem que mexer com política, tem é que cuidar dos direitos dos servidores: data-base atrasada, carreira, remoções”. O comentário é de um servidor do TJMG.
Ora, será mesmo que essa abstração é possível? O TJMG como uma realidade apartada da sociedade, seu servidor como uma parcela totalmente independente e isolada do restante da população, seu sindicato como uma organização dissociada das demais? Pode o sindicato ignorar que o servidor integra a classe trabalhadora? Que até mesmo a possibilidade de ação sindical foi conquistada pelo conjunto dos trabalhadores? Que as grandes questões sobre a vida do servidor são resolvidas para além dos limites do TJMG? Que o Judiciário é financiado pelos impostos pagos pelo conjunto dos trabalhadores? Que os servidores do TJ, sozinhos, não podem barrar os grandes ataques neoliberais a seus direitos?
Este é o tema do podcast do mês de maio, com o presidente Eduardo Couto e a 3ª vice-presidente, Melissa Caldeira.
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