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SERJUSMIG apresenta ao TJ demandas dos gerentes e servidores das contadorias de todo o Estado

“As grandes dores dos colegas contadores do Tribunal de Justiça são a ineficiência dos sistemas com os quais trabalhamos diretamente no dia-a-dia das tarefas e a necessidade de espaços de formação”, relata Felipe Galego, diretor sindical do SERJUSMIG e Gerente de Contadoria da Comarca de Vespasiano. 

Ineficiência dos sistemas e necessidade de formação: o diretor enfrentou em seu cotidiano de trabalho ambas as dificuldades, após ser transferido de uma secretaria e não ter todo o conhecimento necessário sobre a nova incumbência. “Vivi isso na pele. Quando cheguei na Contadoria, com todos aqueles novos sistemas, novas atribuições e diferente rotina, fiquei angustiado, e a solução veio dos meus colegas de função em todo o estado”, recorda. 

Segundo o diretor sindical, um grupo de Whatsapp tem sido o principal apoio desses profissionais dentro do TJMG, com cerca de 300 participantes, sendo praticamente todos os contadores da instituição. 

“Nós nos auxiliamos muito no grupo. Fazemos vídeos, passo a passo, e estamos sempre respondendo dúvidas dos colegas, principalmente os que entraram há pouco tempo na função da Contadoria. Vamos repassando a nossa experiência e ajudando uns aos outros”, conta a gerente do setor na comarca de Itajubá, Evanilda Aparecida Carvalho da Silva. 

Sensíveis a essa situação e buscando uma saída junto ao Tribunal, na última sexta-feira (26), servidores que ocupam o cargo no interior do estado estiveram junto com Felipe Galego em reuniões em Belo Horizonte, na Corregedoria-Geral de Justiça e na sede da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef). 

Reunião na Corregedoria 

Servidora da justiça mineira há 36 anos, Evanilda é uma das principais referências entre os colegas para apoio no dia-a-dia de trabalho. Cleiton Reges da Silva, gerente de contadoria em Varginha, também é uma referência técnica entre os contadores. Ambos participaram, na manhã da sexta, de reunião com a Coordenação de Apoio e Acompanhamento dos Sistemas Judiciais Informatizados da Primeira Instância (COSIS). 

“Viemos trazer as demandas dos contadores do estado. O servidor de base é peça chave para construir as melhorias e precisa ser ouvido”, explica Cleiton, que levou uma carga de experiências excepcional para a reunião, pois trabalha no setor de Contadoria desde que entrou no TJMG, há 20 anos. 

Com a presença de técnicos que trabalham diretamente com os sistemas e a coordenadora da COSIS, Gislene Sousa Salomão, a reunião resultou em encaminhamentos sobre a melhoria dos sistemas, com destaque para o CADEJ, para cálculos de liquidação de sentenças, e o Guias Web, para cálculo de custas. Foram listados os principais ajustes a serem realizados com urgência. 

“Saio daqui com esperança de que as coisas melhorem para todos nós da contadoria. Sei que nem tudo depende diretamente dos presentes nas reuniões, mas acho que teremos um maior respaldo do Tribunal, especialmente para a elaboração dos cálculos complexos. Precisamos de ferramentas para isso, e ainda não temos as mais qualificadas”, avalia Evanilda. 

O diretor Felipe também tem boas impressões dos debates. “Sabemos que algumas coisas podem demorar um pouco, do ponto de vista técnico e de prioridades da Administração, mas a recepção foi muito boa. O que ficou de melhor é um canal direto que abrimos entre os contadores e os corregedores que tratam direto destes sistemas”, comemora.

Reunião na EJEF

À tarde, nova reunião ocorreu na Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes – EJEF, com o reforço do Diretor Regional do SERJUSMIG, José Gonçalves Souto Neto, o “Juca”, lotado na contadoria da Comarca de Montes Claros. Lá, o grupo foi recebido pela coordenadora de Planejamento dos Programas de Gestores, Servidores e Extensão (COGEX), Alessandra Oliveira, e pela gerente de Planejamento e Desenvolvimento Pedagógico (GEPED), Inah Rezende. 

Durante a reunião, os trabalhadores demandaram aprimoramento e atualização das formações referentes a todo o trabalho dos contadores, especialmente em relação aos cálculos de custas e liquidações.

As representantes da EJEF se comprometeram a promover uma consulta aos servidores do cargo, por meio de formulário, a fim de levantar as principais demandas e dificuldades referentes à formação. Outro compromisso foi a produção de materiais de mídia, de caráter informativo e permanente, com vistas a responder a dúvidas dos trabalhadores, além da realização de módulos presenciais.

“Esperamos que o Tribunal atenda às nossas demandas, pois isso não será bom apenas para os contadores. Isso permitirá avançar na prestação jurisdicional a toda a população do Estado de Minas Gerais. Foi com esse intuito que os colegas contadores vieram até BH apresentar suas reivindicações”, conclui o diretor do SERJUSMIG e gerente de contadoria Felipe Galego. 

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