
Com a temática “Sindicalismo livre: democracia, justiça social e igualdade”, a Comissão de Direito Sindical da OAB-MG recebeu em Belo Horizonte grandes nomes do Direito do Trabalho. Trata-se do 5° Congresso Nacional de Direito Sindical, maior evento da área no país, que teve como objetivo abordar a importância do sindicalismo para a democracia e seus atuais impasses e desafios.
O SERJUSMIG se fez presente no evento, representado pelas assessoras Elexsandra Nogueira, Lorena Bueno, Pollyanna Cristina e Raquel Orlando, bem como o Presidente do sindicato, Eduardo Couto, e o 3º Vice-presidente, Felipe Galego.
“Além de estabelecermos contato com figuras de relevo do direito sindical, a participação de nossas assessoras também foi um investimento na formação política e jurídica que, decerto, renderá bons frutos para nossa atuação”, avalia Eduardo Couto.
Capacitação, inovação, comunicação
Os debates evidenciaram que o crescimento dos sindicatos em número de filiados e seu fortalecimento mantêm relação direta com a maior capacitação de dirigentes, associados e funcionários. “Dados mostram que, quanto maior a instrução e formação do trabalhador, maior sua predisposição em sindicalizar-se”, destaca Raquel Orlando, assessora da diretoria do SERJUSMIG.
Uma ideia orientadora de todas as palestras foi que a organização sindical é um instrumento indispensável do processo civilizatório. “Há quase uma relação de causa e efeito entre os sindicatos e o direito do trabalho. Sem um, o outro não existe”, defendeu o desembargador da Justiça do Trabalho, Márcio Túlio Viana, patrono do evento.
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Por outro lado, os novos tempos exigem dos sindicatos a abertura para inovar e incluir, isto é, acolher as lutas que façam avançar a diversidade no interior da organização classista, como as reivindicações das mulheres, negros, comunidade LGBTQIAP+ e povos indígenas, entre outras.
“Além de nos trazerem informações úteis na prática do nosso trabalho em negociações e no atendimento das demandas dos sindicalizados, os paineis ajudaram a pensar a necessidade da inclusão e humanização da equipe. Percebemos também que, no meio sindical, o SERJUSMIG tem avançado na inclusão de mulheres e outros públicos entre seus quadros”, observa Lorena Bueno, assessora do departamento jurídico.
Tema forte do evento em diferentes paineis, o fortalecimento da comunicação sindical é um requisito para se inovar na luta organizada. “Não basta só adquirirmos conhecimento, se não conseguirmos disseminá-lo. Se o dirigente sindical tem uma consciência avançada, mas o trabalhador na base não tem, há um problema sério a ser enfrentado”, conclui Raquel Orlando.
SERJUSMIG
Unir, Lutar e Vencer