Pular para o conteúdo principal

SERJUSMIG

SERJUSMIG participa de seminário sobre trabalho na Câmara dos Deputados

 

“O argumento da reforma trabalhista foi aumentar empregos. Esses empregos não foram gerados. Na reforma da Previdência, argumentaram que precisava aumentar a idade mínima porque a expectativa de vida das pessoas aumentou. Agora, em razão de uma falta de gestão da pandemia, a expectativa de vida das pessoas reduziu. A Reforma da Previdência será revista? Depois, veio a Lei Complementar 173/2020, a PEC Emergencial e a PEC 32”, disse o vice-presidente do SERJUSMIG e coordenador de assuntos parlamentares da Fenajud, Eduardo Couto. 

A intervenção ocorreu durante o seminário Trabalho, Emprego e Renda na Centralidade do Projeto de Desenvolvimento do País, realizado no Plenário 6 da Câmara dos Deputados. O evento foi coordenado pelo Núcleo de Trabalho do PT na Câmara e promovido pelas Lideranças do PT na Câmara e no Senado, Secretaria Nacional Sindical do PT, Fundação Perseu Abramo e Instituto Lula. 

Eduardo Couto, coordenador de assuntos parlamentares da Fenajud:
“Já temos um PLP no Senado, o PLP 4/2022″. 

Durante sua intervenção, Eduardo também pediu a revogação do inciso IX do artigo 8º da Lei complementar 173/2020, que suspendeu a contagem de tempo para uma série de direitos dos Servidores, como quinquênios, férias-prêmio e outros, entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021. “Já temos um PLP no Senado, o PLP 4/2022 [que devolve a contagem de tempo], eu sei que o deputado Rogério Correia apresentou um projeto parecido, contemplando educação. Nós precisamos unificar esses projetos e aprová-los rapidamente”, defendeu.

Eduardo Couto também comentou sobre a necessidade de uma maior representatividade da classe trabalhadora nos espaços de poder, como por exemplo a Câmara dos Deputados, o Senado Federal e as Assembleias Legislativas, considerando, inclusive, a proximidade das eleições gerais neste ano de 2022.

O vice-presidente do SERJUSMIG também reafirmou a necessidade de defesa dos direitos dos Servidores Públicos. “Buscar a proteção da estabilidade, que está ameaçada na PEC 32. Como nós, da Justiça, vamos trabalhar sem ter estabilidade? Precisamos proteger a estabilidade, buscar melhores condições de trabalho, defender o princípio do concurso público como forma de ingresso no Serviço Público e o poder de compra dos trabalhadores e trabalhadoras”. 

 

 

Ataques aos trabalhadores brasileiros 

A tônica do debate foi a defesa da revogação da reforma (anti-) trabalhista, a Lei Federal 13467/2017, com a inclusão de setores marginalizados no mercado formal de trabalho. “O Brasil tem cerca de 14 milhões de desempregados, mais de 20 milhões no subemprego e ainda enfrenta uma redução brutal da renda dos mais pobres e da classe média. Portanto, este será um tema central na disputa eleitoral deste ano”, observou o deputado Rogério Correia (PT-MG), coordenador da Frente Parlamentar Mista do Serviço Público.

Para o economista Márcio Pochmann, os ataques aos direitos dos trabalhadores e a superexploração imperantes no Brasil são consequência da posição periférica e subordinada que o país ocupa na divisão internacional do trabalho. 

“Hoje, o capital está se dividindo em dois blocos: os países que produzem produtos e bens tecnológicos, que oferecem melhores condições de remuneração, e aqueles países que não têm condições de desenvolver ou exportar bens e serviços digitais. O Brasil é o 4º maior consumidor de plataformas que não oferecem direitos e nem mesmo identidade profissional a esses trabalhadores”, comentou, referindo-se a tecnologias como as dos aplicativos Uber, 99 Pop, Ifood e Rappi, que empregam milhões de trabalhadores expulsos do mercado formal.

Especialista nesse assunto, a pesquisadora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Ana Cláudia Moreira Cardoso, apontou que, entre 2012 e 2019, houve um salto de 54% na quantidade de trabalhadores das plataformas digitais, com 4,3 milhões de pessoas tendo os aplicativos como principal fonte de ocupação e renda, isto é, 4,5% do total de ocupados no Brasil.

 

Com informações do PT na Câmara