
Iniciado o ano de 2025 na Justiça mineira, o SERJUSMIG não perdeu tempo na luta a favor dos servidores mineiros. Juntamente com o SINJUS-MG, as entidades protocolaram na última quinta-feira, 09, ofício conjunto solicitando urgência no atendimento às pautas da categoria, em especial o reajuste dos valores dos auxílios e verbas indenizatórias pelo cumprimento de diligências externas.
Acesse o Ofício Conjunto 02/2025
O aumento geral do custo de vida nos últimos anos não foi acompanhado pelo reajuste justo dos auxílios, à exemplo de produtos alimentícios que sofreram aumento significativo. De janeiro de 2020, pouco antes do início da pandemia, até agosto de 2024, a alimentação no domicílio ficou quase 49% mais cara, segundo o IBGE.
Somam-se a este os auxílios transporte, alimentação, creche e saúde, todos não suficientes ou mesmo razoáveis para o que se propõem, sobretudo em razão do processo inflacionário, que corroi o poder de compra dos trabalhadores.
As entidades sindicais reforçam em especial a necessidade de reajuste substancial do auxílio-saúde, que vem sendo pautado nas reuniões da mesa de negociações desde 2023. Para a prestação de assistência à saúde dos servidores e servidoras com qualidade e de modo satisfatório, os trabalhadores têm sido sufocados com os altos custos com planos de saúde particulares, medicamentos, exames e promoção da saúde de modo geral.
Em relação aos Oficiais de Justiça, Assistentes Sociais, Psicólogos e Comissários da Infância e da Juventude, responsáveis pelo cumprimento de diligências externas no Tribunal, há defasagem no valor das verbas indenizatórias. As tabelas também precisam ser revisadas, pois, a partir dos constantes aumentos de combustíveis e demais itens relacionados à transporte, os valores estão insuficientes.
“A Justiça em Minas Gerais está com as finanças equilibradas, e o Estado apresenta boa arrecadação. E a aprovação do Orçamento 2025 conforme proposto pelo Poder Judiciário, garante autonomia e condições necessárias para que o Tribunal possa atender às reivindicações dos trabalhadores”, destaca o presidente do SERJUSMIG, Eduardo Couto.
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