
A caravana do SERJUSMIG que esteve em Brasília nesta terça, 29, para lutar contra a aprovação da PEC55, voltou do Planalto indignada. Os 15 Servidores, acompanhados dos diretores Rui Viana e Antônio Costa e do assessor Franklin Almeida, participaram ativamente dos protestos, e se manifestaram indignados com a aprovação da PEC 55, que vai congelar investimentos públicos por 20 anos.
Os Servidores saíram do Sindicato às 4h30 e passaram o dia na capital federal, de onde retornaram somente às 23h. Assim que chegaram a Brasília, eles participaram do Seminário Nacional de Unificação das Lutas dos Trabalhadores da Ativa e Aposentados, que aconteceu no Senado. Logo após, caminharam, sob forte chuva ao lado de outros movimentos sociais, até o Palácio da Alvorada.

Apesar de pacífica, a manifestação não teve boa aceitação por parte da segurança do Palácio. Em determinado momento, os manifestantes foram surpreendidos por bombas de efeito moral, que gerou muita confusão e gritaria. Os que permaneceram no local até mais tarde, ainda tiveram que fugir das balas de borracha, atiradas por integrantes da guarda.
E mesmo diante dos protestos, 61 senadores votaram favoravelmente à PEC 55, contra apenas 14 que manifestaram posição contrária. Todos os três senadores mineiros, Aécio Neves, Antônio Anastasia e Zezé Perrela, votaram a favor da PEC da Morte. Confira aqui a lista dos votos de cada senador.
A luta continua
A votação em segundo turno está prevista para o dia 13/12. Conforme anunciado em nosso site e redes sociais, o SERJUSMIG já está organizando a caravana que irá à Brasília para mais uma manifestação contra a PEC.
A maneira de chamar a atenção da sociedade é a manifestação, nas ruas. Uma consulta feita sobre a PEC mostra que a maioria dos brasileiros é contra sua aprovação. Neste momento, os senadores votam contra a vontade da sociedade, contra os direitos dos trabalhadores do setor público e pela redução do papel do Estado, ao mínimo. Um Estado que daqui a 20 anos estará ofertando à população, independente do crescimento da demanda e dos usuários, um serviço público do mesmo tamanho que o atual.
Esta situação vai provocar mortes nas filas do SUS, jovens fora das escolas, insegurança pública com o aumento da violência, entre outros prejuízos à grande parcela da sociedade brasileira, enquanto, uma minoria, constituída de banqueiros e detentores de grandes fortunas, são os únicos que saem beneficiados deste que é o maior ataque proferido contra a população brasileira nos últimos anos.
Orientamos os Servidores a vestirem a camisa Unir, Lutar e Vencer já distribuída aos delegados, e promoverem manifestações em suas comarcas, ou se juntarem às que estarão acontecendo em suas regiões, no próximo dia 13.