
A chegada do período de calor e chuvas preocupa as entidades de saúde no Brasil, pois o período traz o aumento de arboviroses, doenças causadas por vírus que são transmitidas por mosquitos. Isso porque a umidade combinada às altas temperaturas torna o ambiente mais propício à reprodução dos insetos.
A dengue, transmitida pelo Aedes aegypti, bateu recordes históricos no país em 2024. Até o fim do ano passado, foram mais de 6,5 milhões de casos prováveis e quase seis mil óbitos confirmados, segundo o Ministério da Saúde, e o prospecto para este ano de 2025 não deverá ser muito diferente.
O que é dengue?
A dengue é uma doença transmitida por vírus, através da picada de mosquitos do gênero Aedes, e o Aedes aegypti é o principal causador da doença. A dengue é comum em muitas partes do mundo, especialmente em áreas tropicais, onde o mosquito é encontrado com maior facilidade.
Sintomas
Os sintomas da dengue podem variar de leves a graves e geralmente aparecem de quatro a 10 dias após a picada do mosquito infectado. A doença pode ser dividida em duas formas principais: dengue clássica e dengue hemorrágica (sendo essa a mais grave).
Dengue clássica:
– febre alta e repentina: geralmente começa de forma inesperada e pode durar de dois a sete dias
– dor de cabeça intensa: normalmente na região frontal (área da testa) da cabeça
– dor muscular e nas articulações: dor extremamente forte e intensa
– dor nos olhos: pacientes com dengue normalmente sentem dor atrás dos olhos
– fadiga: sensação de cansaço extremo e fraqueza
– sangramento pelo nariz ou gengivas: em alguns casos, podem ocorrer sangramentos leves
– náuseas e vômitos: sintomas que muitos dos pacientes com dengue acabam sentindo
Dengue hemorrágica:
A dengue hemorrágica é uma forma mais grave da doença e requer atenção médica urgente. Os sintomas comuns incluem os mencionados acima, além de:
– sintomas graves de dor abdominal: a dor abdominal é intensa e pode ser um sinal de hemorragia interna
– vômitos persistentes ou com sangue: esses são dois sintomas preocupantes sobre a doença
– sangramentos sob a pele: podem se manifestar como manchas roxas na pele
– sintomas de choque: o paciente pode apresentar fraqueza extrema, pressão arterial baixa, confusão e palidez
– desmaios
Tratamento
O tratamento da dengue visa principalmente aliviar o desconforto e manter a hidratação adequada. É importante beber bastante água ou outros líquidos e evitar o uso de anti-inflamatórios por conta do risco de piora para uma forma mais grave da dengue.
No entanto, a dengue ainda não possui uma forma de tratamento. Por isso, a prevenção é o melhor remédio.
Prevenção
A prevenção da dengue é fundamental para evitar que a doença se espalhe. Para preveni-la, é necessário adotar medidas para evitar a reprodução do mosquito Aedes aegypti, dentre os principais a eliminação de criadouros de mosquitos.
Com eficácia global de 74,7% contra a dengue sintomática na população de 12 a 59 anos, a vacina é disponibilizada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) oferece o cuidado gratuitamente para magistrados e servidores da ativa.
É necessário também destacar que o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público universal. No ano passado, a vacina da dengue foi incorporada ao SUS, para o público de 10 a 14 anos que reside em localidades prioritárias. Belo Horizonte é uma delas, assim, a Prefeitura de Belo Horizonte disponibiliza a vacina para a faixa etária, além de crianças entre 6 e 9 anos.
Vacinação no Tribunal
Capital:
Vacinação na clínica Viver Vacinas
(31) 3582-4902 – WhatsApp: (62) 99944-1926
Interior: confira o cronograma na Rede interna do TJMG
Entenda como funciona a vacina contra dengue
A Qdenga conta com um esquema de duas doses, que devem ser tomadas em um intervalo de três meses. Ela pode ser aplicada em pessoas de 4 a 60 anos de idade. Após o contágio pelo vírus da dengue, é recomendado esperar seis meses para tomar o imunizante.
A Qdenga é uma vacina atenuada tetravalente que protege contra os quatro sorotipos da dengue: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas.
Quem não pode receber a vacina?
– pessoas fora da faixa etária recomendada;
– gestantes e lactantes (por ser vacina de vírus vivo);
– pessoas com imunodeficiências primárias ou adquiridas, incluindo aquelas em terapias imunossupressoras;
– pessoas que tiveram reação de hipersensibilidade à dose anterior.
Cobrança pela extensão da campanha para os servidores aposentados
Na visão do sindicato, é essencial que a campanha de imunização expresse o real sentido da proposta do TJMG, que é “saúde para todos”. Para tanto, o SERJUSMIG oficiou o Tribunal, cobrando que a campanha garanta imunização não só aos servidores ativos de todas as comarcas, mas também aos trabalhadores aposentados, que dedicaram décadas de serviço ao Poder Judiciário estadual.
Fontes: Ministério da Saúde; Instituto Butantã; Fio Cruz; Prefeitura de Belo Horizonte; Rede TJMG
SERJUSMIG
Unir, Lutar e Vencer
