
Há 34 anos, fruto da luta pela democracia, nasceu o SERJUSMIG. Antes, Associação dos Servidores Remunerados da Justiça de Minas Gerais; a partir de 1990, Sindicato dos Servidores Remunerados da Justiça de Primeira Instância do Estado de Minas Gerais (SERJUSMIG).
A mudança só foi possível a partir da redemocratização do país, que trouxe em seu bojo o reconhecimento do direito à livre associação profissional ou sindical dos servidores públicos e de toda a classe trabalhadora, cravado na Constituição Federal de 1988, a Constituição Cidadã, a Constituição da Nova República.
Outra grande mudança que impulsionou a entidade foi a estatização dos serviços judiciais, em 1988. Graças a essa transformação e ao empenho de inúmeras pessoas, a entidade ampliou o escopo de sua atuação e deu início a uma série de conquistas, como a estruturação da carreira, melhores salários e concursos públicos, entre outras.
Hoje, o Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado de Minas Gerais se faz presente em 298 comarcas em todo o estado, com nove regionais em pleno funcionamento, uma nova regional em fase de instalação e quase 12 mil sindicalizados.
A democracia que nasce da luta das mulheres
Se este sindicato nasce da redemocratização do país, a democracia e o movimento sindical, por sua vez, são filhos das lutas das mulheres. É emblemático, a esse respeito, a celebração do aniversário do SERJUSMIG no dia 8 de março.
A data foi definida como dia internacional de lutas em um congresso de trabalhadoras, na cidade de Copenhague, Dinamarca, em 1910. Na época, protestos e greves sacudiam o mundo moderno, sob a liderança de trabalhadoras sindicalistas, com pautas como a redução da jornada de trabalho, que em alguns lugares ultrapassava as 14 horas diárias, repouso remunerado e outros direitos.
Desde então, ainda que sobrecarregadas por uma divisão sexual do trabalho que lhes impõe jornadas duplas ou triplas de trabalho, as mulheres são protagonistas do movimento sindical em todo o mundo, do que a própria história das conquistas trabalhistas é testemunha.
Com a luta por democracia, condição de possibilidade da existência do SERJUSMIG, não foi diferente. O movimento sufragista, fruto da auto-organização das mulheres, liderou as mobilizações que culminaram na conquista tardia do voto no Brasil, estendido a toda a classe trabalhadora apenas com a redemocratização, nos anos 80.
Por isso, o sindicato é, sim, lugar da luta feminista. A luta sindical tem sido travada pelas mulheres. E não apenas por uma ou algumas poucas, mas por milhares, milhões de trabalhadoras em todo o mundo.
É sobre isso que o programa “Fala, diretoria!” versa, na primeira edição da temporada de 2024. Antes de assistir, não se esqueça de curtir o vídeo, se inscrever no canal e ativar o sininho para receber as notificações.
SERJUSMIG
Unir, Lutar e Vencer