
A participação sindical ocorre de diversas maneiras, é aberta a todos os sindicalizados e, por conseguinte, não se reduz ao trabalho da diretoria executiva. Uma das funções vitais é a Comissão Eleitoral, grupo previsto no Estatuto do SERJUSMIG, cujo objetivo é garantir que as eleições transcorram com transparência, equidade e eficiência. Em entrevista a esta edição, a Oficial de Apoio Marta Regina Fonseca Lima, presidente da Comissão, explica o trabalho que tem sido realizado.
SERJUSMIG – No que consiste a comissão eleitoral? Como os integrantes são escolhidos?
Marta Regina Lima – O trabalho da comissão eleitoral consiste em garantir um processo imparcial, democrático, sério e digno de um sindicato tão grandioso como o SERJUSMIG, que é o segundo maior em número de filiados na Justiça, atrás apenas do Rio de Janeiro. O SERJUSMIG faz um trabalho político importante não só para os servidores do Judiciário, mas para toda a nossa Minas Gerais. Haja vista as grandes manifestações que realizamos na Assembleia Legislativa, em outros municípios e no âmbito nacional, com a FENAJUD.
Levando em conta a importância política que o SERJUSMIG tem no Brasil, as eleições sindicais são muito significativas. Justamente para que se garanta a democracia dentro de uma entidade que levanta a bandeira de democracia, é importante que mantenhamos essas eleições a cada três anos, como prevê o Estatuto e Regimento Interno, e que garantamos a transparência.
Como vocês foram escolhidos?
De acordo com o Estatuto, a comissão eleitoral é escolhida pelo representante legal do SERJUSMIG, o atual presidente, e deve se dar entre pessoas de conduta ilibada. Para nós, foi uma honra e, ao mesmo, tempo uma responsabilidade receber essa incumbência.
Eu até fiquei surpresa quando recebi o convite, pois sempre fui uma dessas pessoas que elogia a diretoria quando ela acerta, mas observa e critica, quando considera que há erros. Muitas vezes, eu cheguei aos diretores fazendo observações sobre algo que eu não achava bacana, que poderia melhorar. Cheguei a marcar reuniões com o presidente e pude ver que eles entenderam o meu objetivo, que era contribuir. Em algumas situações, nos encontros de delegados e em outras atividades, eu até temi ser inconveniente, pois sei que é um trabalho difícil dirigir um sindicato desse tamanho. Mas houve situações em que, a partir do diálogo, percebi que pensávamos parecido. Em alguns casos, os diretores me convenceram de que o meu ponto de vista estava equivocado ou incompleto. Em outros casos, eles acolheram o que eu falei.
Então, ao ser convidada para a comissão, sinto uma responsabilidade muito grande de agir com imparcialidade, transparência, publicidade e garantir a lisura da eleição, como ocorreu nas outras vezes. Vimos o trabalho das comissões anteriores e tentamos manter o mesmo padrão.
Como tem sido a rotina de trabalho da comissão?
É um trabalho grande e nada simples, considerando que há quase 12 mil pessoas envolvidas. É um trabalho voluntário, mas a responsabilidade não é menor. Nós sempre participamos do sindicato de maneira muito ativa.
Houve algumas dificuldades em fazer contatos com delegados do interior, mas, aos poucos, ganhamos segurança, na medida em que fazemos o trabalho dentro do que prevíamos e do cronograma do Estatuto e Regimento Interno.
À luz de tudo o que você disse, existem formas diversas de participar da vida sindical. Se a diretoria é uma forma de participação, a Comissão Eleitoral é outra.
Exato. O sindicato não é a diretoria, somos todos nós. Fazer parte do sindicato é um ato político importante. Não somos uma voz sozinha falando numa sociedade de milhões de pessoas, o sindicato é a voz de cada pessoa aumentada 12 mil vezes. Então, é muito importante termos a consciência da unidade. O caminho que tomamos aqui, por meio de assembleias e encontros, repercute na sociedade.
Com o calendário eleitoral avançado, como participar desse processo de agora em diante?
Procuramos dar o máximo de publicidade possível para que todos os sindicalizados tenham a oportunidade de se manifestar. É mais um momento em que cada um pode expressar sua opinião, seja pelo voto, seja por outros meios, com sugestões e propostas.
É importante lembrar, inclusive, que o projeto da Data-Base 2024 está na Assembleia Legislativa e é preciso pressionar por sua aprovação. Isso também é trabalho sindical?
É um trabalho sindical que não cabe apenas à diretoria fazer, junto com os funcionários, debaixo de sol e chuva, sem horário de almoço e descanso, na maioria das vezes. É preciso que todo sindicalizado vá, seja no período de férias, tirando Artigo 70, encontrando alguma forma de participar. É a sua vida profissional que está sendo decidida ali, o seu contracheque no fim do mês. Está ruim? O que você está fazendo para melhorar isso? Até que ponto você está sendo omisso? A contribuição de cada um é importante. Unidos, somos mais fortes.
Gostaria de abordar alguma questão que não foi colocada?
Agradeço imensamente a confiança que foi dada a nós, da Comissão Eleitoral. Aos demais membros da comissão, que me escolheram como Presidente. Agradeço a todos que se prontificaram a contribuir como membros das juntas receptoras/apuradoras de votos. Por fim, agradeço aos funcionários do SERJUSMIG, que não medem esforços para que nosso sindicato exerça bem sua função. Farei tudo para honrar a confiança que me foi dada e retribuir ao sindicato, fazendo o melhor trabalho possível.