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SERJUSMIG

Lideranças sindicais lutam pelo fim do limite de vagas no PL da Unificação

 

Foi realizada nesta segunda, 21, Audiência Pública na Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais – ALMG, para discussão do PL 1022/2019, que unifica os quadros de pessoal dos Servidores do Judiciário Mineiro e dá outras providências. A audiência foi requerida pela deputada Beatriz Cerqueira (PT), aprovada pelos demais membros da Comissão e contou com o total apoio do presidente da  CAP, deputado João Magalhães (MDB).

Com um auditório lotado de Servidores e de aprovados no concurso público da 1ª Instância, Edital 01/2017, Beatriz abriu os trabalhos enaltecendo a importância do servidor público para a sociedade, ressaltando a dedicação e empenho destes na realização de suas inúmeras funções, muitas vezes não reconhecidas. Na sequência, foi a vez do assessor da presidência, Renato Cardoso Soares, que foi representando o Tribunal de Justiça manifestar-se acerca do PL da Unificação. Em sua fala, ele explicou um pouco a motivação do PL1022/2019 e a sua necessidade para a Administração, em especial para cumprimento da Resolução 219 do CNJ.

Na sequência falaram os representantes dos Servidores. O diretor-geral do Sindojus/MG, Emerson Figueiredo, além de reiterar a necessidade do fim do limite de vagas para a promoção vertical, apresentou a necessidade de que seja trazido para a Lei o que hoje apenas a Resolução prevê, ou seja, a especialidade Oficial de Justiça. Ou seja, que seja registrado em Lei que o cargo de Oficial de Justiça é uma especialidade do cargo de Oficial Judiciário. “Sabemos que essa especificidade consta em Resolução, mas para nós, que muitas vezes somos o primeiro contato da parte com a instituição e que em tantos outros momentos nos arriscamos no cumprimento dos nossos deveres, é fundamental que isso seja registrado em Lei. Seria uma grande conquista para a categoria”, reivindicou. Ele também falou do débito do TJMG em relação  à implementação do requisito do 3º grau de escolaridade para o cargo.

Em seguida, foi a vez da manifestação do coordenador-geral do Sinjus-MG, Wagner Ferreira, que fez uma apresentação em que mostrou dados sobre o número de Servidores no Judiciário mineiro, o de processos judiciais e a posição de destaque que o Judiciário mineiro se insere no levantamento feito pelo CNJ. A seguir fez coro à reivindicação de fim do limite de vagas para promoção vertical contido no PL. “A carreira do servidor da justiça foi desenhada há muitos anos. É natural e primordial que ela volte a ser discutida, especialmente porque, devido a sua estrutura piramidal, a partir de agora os servidores serão represados e a nossa carreira será congelada”, frisou.

Logo depois, foi a vez da vice-presidente do SERJUSMIG, Sandra Silvestrini expor a visão do Sindicato. Ela separou sua manifestação em duas partes: uma acerca da Unificação dos quadros e outra, relacionada à carreira. Quanto à unificação em si, frisou de forma contundente: “Vem com anos de atraso”. Ela pontuou que a unificação corrige uma injustiça antiga que é o Servidor de 1ª Instância ser tratado de forma diferenciada, quando, na verdade, ele é e sempre foi Servidor de um mesmo Poder ao qual pertence o Servidor de 2ª, ou seja, do Poder Judiciário. Sandra lamentou quantas barreiras tiveram que ser quebradas para conseguir que agora chegasse à ALMG um projeto que promove essa isonomia, na medida em que trata como “Servidores do Poder Judiciário”, os quadros antes separados por instância.

Quanto à carreira, Sandra pontuou a importância de se aproveitar do momento atual para promover mudanças . A mais importante delas: retirar o limite de vagas para fins de promoção vertical, o que não significa promoção automática, mas retira o engessamento que hoje ocorre, relativo à fixação de um percentual de vagas por classes de cada carreira. “O limite de vagas represa a carreira, impondo ainda mais prejuízos aos trabalhadores já tão sacrificados. É importante dizer que estabelecer o fim do limite de vagas não significa promoção de 100% dos aptos. O limite orçamentário existe e será mantido, isso é inafastável. Por isso, não há razão de o Tribunal ficar preocupado com a possibilidade de extrapolar o limite orçamentário e fiunanceiro. Eles sempre serão observados, o que não pode acontecer é Servidor estagnado, por não haver vagas e com orçamento disponível para sua promoção”, explicou.

Aprovados em concurso
Sandra também lembrou que não pode haver prejuízo com a unificação da nomenclatura dos cargos: Oficial de Apoio e Oficial Judiciário, aos atuais aprovados no concurso. Ela reiterou que isso é necessário também em favor dos atuais Servidores que sofrem com a sobrecarga de trabalho e precisam contar com novos colegas para ajudá-los a bem servidor à sociedade. Arrematou afirmando que o SERJUSMIG lutará por isso. A presidente do SERJUSMIG foi seguida em sua manifestação pelos representantes do Sindojus/MG e do Sinjus-MG e também pela deputada Beatriz Cerqueira. E quanto a isso, houve unanimidade entre as lideranças sindicais da coerência e importância da pauta, inclusive no que tange à eficácia e economicidade do serviço público.

 

Ao encerrar a Audiência, Renato Soares destacou que a oportunidade foi bastante esclarecedora e que levará todos os apontamentos ao presidente do TJMG. A deputada Beatriz Cerqueira, por sua vez, afirmou seu compromisso em apresentar as emendas propostas pelos sindicatos relativas à posse dos aprovados, o fim do limite de vagas e a especificação do Oficial de Justiça como especialidade do cargo de Oficial de Justiça. Uma reunião já ocorreu na tarde de hoje para que os sindicatos, junto com a assessoria da parlamentar, elaborassem o melhor texto e discutissem as estratégias de apresentação e defesa da aprovação.

Votação do PL da Unificação nesta terça, 22

O PL da Unificação já está pautado na CAP para apreciação nesta terça, 22, às 14h30, no Plenarinho IV. Contamos com a sua presença, Servidor.

Confira a fala de Sandra Silvestrini:

 

Confira a fala de Renato Cardoso:

Confira a fala da deputada Beatriz Cerqueira: