

No dia 16/3, o corregedor geral de Justiça, des. Antônio Sérvulo do Santos, num ato efetivo de reconhecimento do valor dos Servidores no funcionamento da justiça, esteve na sede do SERJUSMIG, atendendo à solicitação de agendamento de uma reunião para tratar entre outros temas, sobre a acessibilidade aos Servidores portadores de necessidades especiais.
O desembargador ouviu atentamente as ponderações sobre levantamentos feitos pelo Sindicato junto a esses Servidores e mostrou-se muito sensível e disposto a, no que se refere às atribuições da Corregedoria, promover ações que dignificassem o trabalho destes colegas que, em várias ocasiões, têm lamentado junto ao SERJUSMIG a forma como são tratados desde a escolha de suas lotações.
De acordo com o relato de muitos deles, muitas vezes são lotados em postos de trabalho cujas funções a serem por eles desempenhadas não observam o tipo de deficiência que possuem. Com isso, eles se tornam menos produtivos e sentem sua força e capacidade de trabalho desperdiçada, já que em setores que observassem melhor essa condição, poderiam render mais e com mais qualidade.
Há também reclamações quanto a não serem devidamente (e efetivamente) ouvidos quando da formatação de cursos ou treinamentos e, ainda, quando da aquisição de materiais para uso dos mesmos. No caso desta última situação, segundo relatos, às vezes o TJ adquire equipamentos caros e desnecessários ou incompatíveis. Se ouvidos previamente, defendem, poderiam evitar esse desperdício e contribuir até para a redução de custos.
Esse assunto já havia sido debatido pelo SERJUSMIG na reunião que teve com o interlocutor da presidência do TJMG, des. Luiz Carlos Luiz Carlos de Azevedo Corrêa Junior, no dia 3/3.
Para satisfação do SERJUSMIG, foi publicada ontem, 13/4, a Recomendação 3/2016, que, no que diz respeito à competência da Corregedoria Geral de Justiça, sinaliza com o início de uma política institucional que promova uma plena integração dos servidores portadores de necessidades especiais ao ambiente de trabalho e os trate com a dignidade que merecem.
O SERJUSMIG espera que este seja um marco inaugural de uma relação mais respeitosa em relação a estes trabalhadores que muito têm e querem oferecer à melhoria da qualidade da prestação jurisdicional, sendo necessário, para tanto, que a Instituição lhes garanta as condições devidas.