
Proposto pela alemã Clara Zetkin, em 1910, o que inicialmente seria uma jornada anual de manifestação das mulheres pelos seus direitos, foi oficializado como Dia Internacional de luta das Mulheres somente em 1975, pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Com o passar do tempo, para muitas pessoas ao redor do mundo, o dia 8 de março se tornou uma data comemorativa comum. Um dia para presentear as mulheres com flores ou chocolates. Um dia em que se diz “parabéns pelo dia das mulheres!”, muitas vezes sem pensar na origem e significado desta data.
É preciso relembrar a palavra Luta desta data, e reconhecer que apesar das muitas conquistas das mulheres desde então, há muito o que fazer para garantir igualdade de direitos. As mulheres são maioria no país, mas quando se avalia a sua participação nos espaços de poder e comando, infelizmente ainda são minoria.
De acordo com pesquisa do CNJ de 2019, 56,6% dos Servidores do Poder Judiciário são mulheres. No entanto, na magistratura elas representam somente 38,8%. Cargos de Desembargadoras, Corregedoras, Vice-Presidentes e Presidentes permanecem no patamar de 25% a 30%. Como juízes, os homens são maioria, com 61,2%. No entanto, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais-TJMG, elas são maioria em cargos de chefia, com 62%.
A batalha das mulheres para estar no espaço público, historicamente local masculino, conquistar cargos políticos, de chefia e espaços de poder se dá todos os dias. A pressão sobre as mulheres para constituir uma família, se casar e cuidar da casa é intensa, mas, na busca pela independência, muitas lutam para cuidar da família e trabalhar. Para mães solteiras, a situação é ainda mais difícil. Além dos obstáculos diários, ainda lidam com os olhares preconceituosos da sociedade.
Ana Maria Bertelli, Diretora Social do SERJUSMIG, chama atenção para a dificuldade enfrentada pela mulher que conquista esse espaço, pois muitas vezes é obrigada a assumir uma postura masculina. “A mulher que está em espaços de poder tem que ser forte, valente, criativa e, muitas vezes, ser ainda mais dedicada. Ainda assim, não deve ter medo de demonstrar emoções e sensibilidade, pois isso não desqualifica em nada a fortaleza que somos e a capacidade que temos”, reforça.
Apesar do diferencial em Minas Gerais, é sabido que ainda há muito para avançar. Mas em Dia 8 de Março, dia de luta das mulheres, o melhor é reforçar que somente com união, ação e luta será possível quebrar o patriarcado arraigado na sociedade para chegar cada vez mais perto da igualdade entre os gêneros.
O SERJUSMIG parabeniza todas as mulheres que batalham diariamente para enfrentar o machismo, que constroem a sociedade e fazem a Justiça de Minas Gerais mais forte, mais capaz e garantem a luta por direitos de pé!
Lugar de Mulher é na Luta!