
10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. A data foi instituída há mais de duas décadas, visando à sensibilização, conscientização e prevenção. Em 2025, o lema é: “Agir salva vidas”.
Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que, por ano, ocorrem mais de 700 mil suicídios no mundo. No Brasil, os registros são de um suicídio a cada 45 minutos.
O tema requer envolvimento amplo da sociedade, mas o fato de que a reflexão por vezes se confine a uma única data é revelador do quanto ainda é preciso repensar o modo como agimos e o espaço que conferimos à questão no cotidiano.
“Ser colocado nessa janela de tempo tão curta revela como esta sociedade busca respostas rápidas. Então, a data pode ser uma abertura para escutar, mas a prevenção requer seriedade e um trabalho de longo prazo”, observa a psicóloga e psicanalista Mariana Paceli.
É fundamental manter uma forte rede de laços sociais. Ao mesmo tempo, o contexto social precisa ser repensado, revendo-se a lógica neoliberal que transfere ao indivíduo toda a responsabilidade por seus problemas e exime as instituições de seu papel na promoção de uma existência digna.
Nessa chave, o trabalho é central. “Não pode ser um lugar de violência, desamparo, descaso com o outro. O trabalho não pode ser o lugar do assédio, pois isso adoece. Um lugar sem laços é um lugar sem dignidade, onde a pessoa está desamparada, adoecida”, afirma Mariana Paceli.
Neoliberalismo isola, fragiliza e adoece
A psicóloga chama a atenção para as repercussões do neoliberalismo, como política e sociabilidade que tornam o sujeito vulnerável, o isolam, silenciam e desumanizam.
“É preciso acolher o sujeito em sua dor, mas também questionar as estruturas sociais, entendendo que elas dificultam o cuidado, os elos e a afirmação da vida. Quando o sofrimento encontra um lugar para se expressar, isso pode abrir saídas”, pontua.
Saúde do trabalhador
O cuidado com o sofrimento e o combate a todas as formas de violência no trabalho estão entre as prioridades políticas do SERJUSMIG e, há anos, os sindicalizados contam com o apoio especializado do Núcleo de Saúde do Trabalhador, composto por uma equipe multidisciplinar.
“Após uma triagem do caso, o sindicalizado ou sindicalizada recebe as orientações administrativas e jurídicas, com análise do seu caso, a partir da narrativa que a própria pessoa traz. Buscamos, então, encontrar juntos possíveis caminhos, com as estratégias de combate ao assédio, discriminação ou sofrimento no trabalho”, explica a assessora Raquel Orlando, integrante do núcleo.
SERJUSMIG
Unir, Lutar e Vencer
