
Desde o anúncio da Organização Mundial da Saúde (OMS) classificando a disseminação do novo coronavírus como uma pandemia, o mundo inteiro aguarda a imunização pela vacina. Em março de 2021, um ano depois, segundo o Coronavírus Vaccine Tracker (monitoramento de vacinas feito pelo The New York Times), existem sete vacinas aprovadas para uso no mundo.
No Brasil, apenas duas vacinas foram aprovadas para uso emergencial: a Astrazeneca (Fiocruz/Universidade de Oxford) e a CoronaVac (Instituto Butantan/Sinovac). Ambas precisam ser administradas em duas doses para imunizar o indivíduo, porém, com janelas de tempo diferentes. A Astrazeneca pode ter a segunda dose aplicada em um prazo de até três meses. Já no caso da CoronaVac, o prazo é de 14 a 28 dias após a aplicação da primeira dose.
Apesar da esperança inevitável trazida pelo início da vacinação, o Brasil enfrenta o pior momento desde o início da pandemia. Segundo o consórcio de veículos de imprensa, que vem apresentando os números diários da doença, o país computa quase 300 mil mortes e 12 milhões de casos. A média móvel de mortes no país nos últimos 7 dias chegou a 2.349, mais um recorde no índice. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +43%, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença.
O Brasil bateu mais uma triste marca na pandemia nesta terça-feira (23), registrando mais de 3 mil mortes por Covid-19 em um dia pela primeira vez. Foram 3.158 mortes pela doença nas últimas 24 horas, totalizando 298.843 óbitos desde o início da pandemia. A única maneira de mudar essa situação é vacinando a população brasileira.
Vacinação no Brasil
Até o momento, apenas 6,04% dos brasileiros receberam a primeira dose das vacinas contra o coronavírus e 2,05% recebeu a segunda dose. Em Minas Gerais, 996.660 pessoas receberam a primeira dose. Cada município do estado define as regras para vacinação dos residentes, sempre seguindo as orientações principais do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19. Porém, o Governo de Minas disponibiliza uma ordem dos grupos prioritários na linha de vacinação.
1° grupo:
- Trabalhadores da Saúde
1º Equipe de vacinação
2º Equipe de Instituições de Longa Permanência
3º Envolvidos diretamente na atenção/referência para os casos suspeitos e confirmados de Covid-19
- Pessoas idosas residentes em Instituições de Longa Permanência
- Pessoas a partir de 18 anos de idade com deficiência, residentes em Residências Inclusivas
- População indígena que vive em terras indígenas
2° grupo:
- Trabalhadores da Saúde
- Pessoas idosas de 90 anos ou mais
3° grupo:
- Trabalhadores da Saúde
- Idosos acima de 80 anos
4° grupo:
- Trabalhadores da Saúde
- Pessoas idosas de 75 anos ou mais
Números de vacinas
O maior problema da imunização está sendo a quantidade de vacinas. Em Minas Gerais, por exemplo, foram recebidas 2.627.180 doses. O estado tem mais de 20 milhões de habitantes, sendo necessário o recebimento de 40 milhões de doses para imunização de toda população.
Atualmente, estados e municípios dependem totalmente do governo federal para adquirir vacinas. No fim de fevereiro de 2021, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu que estados e municípios podem comprar e fornecer à população vacinas contra a covid-19. Além disso, no início de março, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº. 534/21, do Senado Federal, que autoriza a compra por estados, municípios e pelo setor privado.
A distribuição de vacinas da União para os estados e, posteriormente, para os municípios é calculada levando-se em conta o tamanho da população de cada unidade federativa.
Quem pode receber a vacina?
Por enquanto, com base nos testes concluídos, pessoas que não tiverem nenhuma alergia aos componentes do imunizante podem ser vacinadas. Porém, alguns grupos precisam ter precauções antes de receberem a vacina. Dentre eles estão as pessoas com deficiência na produção de anticorpos. Mesmo dentro desses grupos, os pesquisadores têm levantado novas informações sobre os possíveis efeitos da vacina.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda a vacinação contra a Covid-19 para lactantes. A OMS acompanha tal posicionamento. Além disso, a SBP não aconselha a interrupção da amamentação após a vacinação. A pediatra e médica cooperada da Unimed, Dra. Naiara Ferreira, esclarece a importância da imunização tanto para a mãe que amamenta quanto para as grávidas.
“Não há nenhum risco documentado em relação à vacinação da gestante e seu bebê, bem como não há nenhum risco em relação à mãe que amamenta e o seu bebê. Muito pelo contrário, sabe-se que as vacinas que a gestante recebe durante a gravidez promovem proteção à criança e elas nascem com os anticorpos produzidos pelas mães, como se eles tivessem recebido a vacina. No entanto, há muitas dúvidas em relação a essas vacinas, desde efeito colateral até qual seria a população-alvo. Baseado nessas orientações e considerando as duas vacinas disponíveis no Brasil (Coronavac e AstraZeneca), tanto as gestantes quanto as lactantes, principalmente aquelas que trabalham em áreas com risco de contaminação, foram liberadas para a vacinação”, reforça Naiara.
O SERJUSMIG apoia a vacinação
O SERJUSMIG manifesta seu apoio à ciência, no momento em que se propaga o negacionismo no país. É de extrema importância que a maioria da população se vacine para proteger todos os que não podem receber o imunizante. Para saber mais sobre o calendário de vacinação em sua cidade, entre em contato com o serviço de vacinação local. Quando chegar a sua vez, vacine-se!
Para incentivar os servidores, estamos criando uma campanha de divulgação dos vacinados do SERJUSMIG. Quando for vacinar, fotografe e envie o registro para o e-mail comunicacao@serjusmig.org.br ou pelo whatsapp (31) 99778-3411.

Antônio Carlos Lopes Ribeiro, Escrivão Judicial Aposentado da Comarca de Rio Casca e membro efetivo do Conselho Fiscal do SERJUSMIG.
Vacina para todos, já!
#VacinaSim!