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Coronavírus e fake news: Atenção às notícias compartilhadas é crucial nesse momento

 

A todo momento diversas notícias sobre a Covid-19 circulam nas redes sociais, sejam sobre métodos para combater o vírus, casos confirmados, pessoas que apresentam os sintomas (ou pelo menos acham que apresentam), números da doença, dentre outros temas. Mas até onde tudo isso é verdade? Será mesmo que todas as informações em sites da internet merecem nossa atenção e possível compartilhamento?

Para Alisson Sampaio, médico da família e integrante da Rede de Médicos e Médicas Populares, as fake news acabam desinformando a população e tirando o foco do que deveria ser: as pessoas ficarem em casa e não entrarem em pânico, segundo entrevista dada ao jornal Brasil de Fato.

Um dos apelos mais recentes dentre essas informações falsas são as indicações que envolvem o uso ou não de medicamentos, que surgem de pesquisas iniciais e são tomadas como verdade absoluta ou não encontram nenhuma referência na realidade.

Um dos casos é de alguns remédios de pressão, como Losartana, os quais poderiam aumentar a mortalidade de portadores do coronavírus, o que deixa a população alarmada e faz com que pessoas que necessitam desse medicamento deixem de tomar a dose, mesmo não apresentando os sintomas da doença. E isso é um risco alto, pois a hipertensão arterial descontrolada, por exemplo, é considerada fator de risco para a doença.

Automedicação pode acarretar riscos para a saúde, alerta ANVISA

Também foi veiculada pela imprensa a notícia de que algumas pessoas utilizaram medicamentos por conta própria, para supostamente tratar a doença e até mesmo como forma de prevenção, a chamada automedicação. Essa decisão é perigosa e pode trazer sérios danos à saúde das pessoas.

Preocupada com notícias veiculadas na internet, sobre medicamentos que supostamente teriam eficácia no tratamento contra o novo coronavírus (Covid-19), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) divulgou uma nota alertando sobre os riscos que a automedicação pode causar para a saúde. A nota fala especificamente dos medicamentos que contêm hidroxicloroquina e cloroquina. De acordo com a agência, esses medicamentos são usados para tratamento da artrite, lúpus eritematoso, doenças fotossensíveis e malária.

“Apesar de promissores, não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desses medicamentos para o tratamento da Covid-19. Portanto, não há recomendação da ANVISA, no momento, para a sua utilização em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus”, explica a ANVISA.

Assim, é necessário que haja um enfrentamento a essas notícias falsas, que ao invés de informarem trazem mais desinformação. É preciso selecionar de forma criteriosa aquilo que lemos ou recebemos, para não cometermos erros que podem prejudicar nossa saúde física ou mental. É importantíssimo que haja esse cuidado e zelo com a informação, antes de repassar notícias recebidas nas redes sociais, pois nem sempre são notícias confiáveis e condizentes com a realidade. Por mais bem intencionados que sejamos, temos que ter responsabilidade com a informação.

Abaixo estão listadas algumas fontes oficiais, em formatos de sites, plataformas e redes sociais, que possuem informações claras, concisas e verdadeiras sobre o enfrentamento à Covid-19. São eles:

– Ministério da Saúde – O site oficial do Ministério está com uma página destinada somente à pandemia (https://coronavirus.saude.gov.br/), que contém informações que explicam o que é o coronavírus, como funciona o tratamento, quais são os sintomas, orientações para higienização correta e boletim epidemiológico, com dados de monitoramento da doença.

– Aplicativo Coronavírus – SUS – A plataforma disponível para celulares com sistema Android e IOS, também criada pelo Ministério da Saúde, apresenta dicas de prevenção e notícias oficiais sobre o coronavírus em um só lugar. Para fazer o download do aplicativo, acesse a Play Store ou Apple Store nos dispositivos.

– Saúde sem Fake News – O Saúde Sem Fake News é um número de Whatsapp para qual é possível enviar mensagens e imagens recebidas em suas redes sociais para que as áreas técnicas do Ministério da Saúde as analisem e respondam oficialmente se são verdade ou mentira. Qualquer cidadão pode enviar mensagens com imagens ou textos para confirmar sua veracidade antes de compartilhá-la, adicionando o número (61) 99289-4640 na sua agenda e contatá-lo pelo Whatsapp. 

– Fiocruz – Atuando há décadas, a Fundaç ão Oswaldo Cruz (Fiocruz) é referência nas discussões e em especialistas na área da saúde pública. O site oficial da instituição apresenta conteúdo especial sobre o coronavírus, onde é possível conferir notícias e vídeos, além de tirar dúvidas sobre a pandemia.

– Rede Nacional de Médicos e Médicas Populares – O  Facebook e o Instagram da Rede Nacional de Médicos e Médicas Populares, organização de profissionais que defendem a justiça social, o direito à saúde e o Sistema Único de Saúde (SUS), também está aglutinando informações confiáveis e de especialistas sobre o coronavírus.

– Associação Brasileira de Saúde Coletiva –Abrasco é uma organização constituída por instituições de ensino, pesquisa ou serviços que desenvolvem formação de trabalhadores graduados e pós-graduados em Saúde Coletiva. Durante a pandemia, seus canais oficiais na internet publicam diariamente conteúdos sobre o coronavírus além das entrevistas de seus especialistas cedidas para a imprensa.

Vamos juntos nessa luta para combater o novo coronavírus e contra as fakenews! Só assim, nossas medidas efetivas trarão resultados promissores!

Com informações Jornal Brasil de Fato e Instituto Lado a Lado Pela Vida.