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SERJUSMIG

Deficiências no atendimento hospitalar feito pelo Ipsemg em Uberlândia e região são debatidas na ALMG

 

Na tarde de ontem (21/6), a Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou uma audiência pública para discutir as deficiências do atendimento hospitalar de urgência e emergência feito pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) na cidade de Uberlândia e região.

O SERJUSMIG esteve presente, representado pelo seu vice-presidente Ronaldo Ribeiro Júnior.

O presidente do Ipsemg, Hugo Vocurca Teixeira, afirmou que o problema é complexo, pois há um limite na negociação dos valores da tabela de repasses que o governo pode fazer. “Clara é a discrepância do valor executado no município em comparação com o de outras cidades, superior em mais de 30%. Já estamos numa situação diferenciada, o Ipsemg gasta mais em Uberlândia do que em outras cidades. A culpa disso não é dos hospitais apenas. Eles estão numa situação confortável, sim, executam e cobram o que querem. Mas, materiais hospitalares em Uberlândia custam mais caro que em outras regiões do País. Se a Assembleia nos ajudasse a entender e interferisse nisso já seria um bom início de caminhada”, propôs.

Hugo Teixeira também apresentou dados comprovando os gastos feitos pelo instituto e mostrou o crescimento no número de atendimentos prestados por clínicas, muitas delas atendendo pelo Ipsemg desde o último ano. “Não há desassistência em Uberlândia. Temos um edital aberto desde 2015, mas os hospitais não quiseram se credenciar. Nossas despesas com clínicas passaram de R$ 6 para R$ 12 milhões. Mas temos um problema na urgência e emergência. Nunca negamos”, completou.

Autor do requerimento para a realização da reunião, o deputado Rogério Correia (PT) lamentou a ausência de representantes dos hospitais privados na audiência, o que, segundo ele, mostra falta de boa vontade para se resolver o problema. “Mesmo as tabelas de valores pagas na cidade sendo maiores que em outras regiões, os donos dos hospitais não se interessam em atender os servidores públicos. Há esforços por parte do Ipsemg para ampliar o atendimento, mas infelizmente não está se concretizando”, disse.

Ministério Público cobra novo hospital

O promotor de Justiça da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Uberlândia, Fernando Rodrigues Martins, pediu, durante a audiência, a construção de um hospital do Ipsemg na cidade e disse que o sistema da previdência e da saúde deveriam ter sido separados, pois são muito complexos para serem sustentados juntos.

Hospital Santa Catarina será reaberto

Fechado desde agosto do ano passado, o Hospital Santa Catarina de Uberlândia (Triângulo Mineiro) retomará suas atividades. O anúncio foi feito pelo diretor-presidente do hospital, Placidino Stábile de Oliveira, durante a audiência de ontem. Segundo ele, a situação do hospital é precária desde 2008 e, após análise das pendências jurídicas, técnicas e financeiras, foi encaminhado à Justiça pedido de recuperação judicial, concedido pela 9ª vara cível da cidade no último dia 14. “Temos prazo de 60 dias para apresentar um plano de recuperação, que já está pronto, e prevemos que o hospital retome suas atividades nesse prazo. Faremos obras de adequação, demanda antiga da Vigilância Sanitária, e vamos começar a atender, inclusive pelo Ipsemg, apesar da tabela deles não nos atender na totalidade. Sabemos que não cumpriremos plenamente a grande demanda dos servidores, mas atenderemos na medida do possível”, enfatizou.

Ao final da reunião, foi aprovado requerimento da comissão para visita de representantes de ALMG, Ministério Público, Ipsemg e sindicatos de servidores aos hospitais locais para se tentar um acordo de adequação dos valores às necessidades desses estabelecimentos.

Compuseram a plenária de discussões o professor Neivaldo, secretário de Estado de Desenvolvimento Agrário; Welinton Prado, deputado federal; Hugo Vocurca Teixeira, presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais; Fernando Rodrigues Martins, promotor de Justiça – 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Uberlândia; Placidino Stábile de Oliveira, diretor-presidente do Hospital Santa Catarina de Uberlândia; Maria Abadia de Souza, presidente do Sindicato dos Servidores do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais; Carlos José Bueno, diretor do Sintder; Geraldo Antônio Henrique da Conceição, diretor Coordenador Político do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Minas Gerais; Lecioni Pereira Pinto, diretora Estadual do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação representando, Beatriz da Silva Cerqueira, coordenadora-geral; Elaine Cristina Ribeiro, coordenadora da Sub-Sede do Sind-UTE de Uberlândia; Alexandre Paulo Pires, presidente do Conselho de Beneficiários do Ipsemg; Antonieta de Cássia Dorledo Faria, diretora do Sindicato dos Servidores do Instituto de Previdência dos Servidores Ninas Gerais; Cristiano Gonzaga da Matta Machado, assessor chefe de Políticas e Regulação de Saúde.

Com informações da ALMG