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Especial Revista SERJUSMIG – Convênio não é obrigação, mas um benefício

 

A história da luta sindical mostra que o surgimento das entidades se deu a partir da necessidade dos trabalhadores em se ajudar, apoiar-se em ações coletivas para garantir a sobrevivência.

Eram realizadas desde doações de alimentos para famílias em necessidade até “vaquinhas” para custear serviços funerários. Ainda que, após a Constituição de 1988, os sindicatos no Brasil passem a ter liberdade de organização política de fato, e não somente a sua atuação como associações recreativas, o apoio mútuo segue sendo importante na vida das entidades. 

“Quando você tem a organização coletiva, consegue negociar diversos serviços, como um plano de saúde melhor, por exemplo. E essas ofertas se tornam também um benefício do sindicato”, explica Thiago Rorevista SERJUSMIG | 19 benefícios darte, economista e assessor do Dieese. 

O vice-presidente do SERJUSMIG Felipe Galego concorda e destaca que o papel primordial do sindicato é a representatividade e a atuação política em defesa dos trabalhadores e do serviço público. No entanto, a organização sindical proporciona aos associados outros benefícios. 

“Entendemos que o bemestar do trabalhador não diz respeito somente à vida laboral no ambiente de trabalho, mas, sim, olhar para toda a integralidade do ser humano, relação com a família, saúde, lazer e outros”, compromete-se o diretor. 

A negociação dos convênios e redução de preços leva em consideração o grande número de associados que formam a base do SERJUSMIG, com quase 12 mil filiações. “Como atrativo para a empresa, temos a nossa comunicação, com publicidade e divulgação ampla, e uma enorme carteira de futuros e possíveis clientes”, destaca Felipe. Assim, são possíveis acordos com valores muito abaixo dos cotados no mercado. 

O economista Thiago esclarece que tal negociação seria impossível sem a organização coletiva. “Uma empresa, seja para buscar descontos ou até em conquistas trabalhistas, é mais forte que o funcionário sozinho, não tem margem de negociação. Mas uma associação com quase 12 mil tem poder de barganha, ou força para pressão política”, diz.