
O governo e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) tentarão votar a Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados ainda na primeira semana de dezembro. O Governo federal vem firme nesse propósito de desmontar a previdencia social desde o ano passado. Mas a mobilização dos trabalhadores e suas entidades, bem como os escândalos em delações envolvendo o nome do presidente Temer e aliados, adiou seus planos.
Mas agora, sentindo-se fortalecido com o resultado da votação pelo arquivamento das denúncias que pesam sobre ele, e, ainda, pela mini-reforma ministerial que promoveu, ao que tudo indica, ele pretender ir para o tudo ou nada.
O SERJUSMIG desde a remessa do Projeto à Câmara Federal, ainda no ano passado, participou de todas as manifestações, grandes ou pequenas. Integrou todas as greves organizadas pelas Centrais Sindicais, produziu material, outdoor, panfletos, adesivos, cartilhas e outros, na tentativa de conscientizar os trabalhadores e a sociedade para o mal que a reforma esconde.
O tema foi novamente abordado pelo SERJUSMIG em seu último Encontro de Delegados, no final de semana passado, pelo consultor previdenciário da entidade, José Prata de Araújo. Num primeiro momento, o governo argumentou que a previdência era deficitária. Mas essa falácia foi derrubada por uma CPI promovida pela própria Câmara Federal, que demonstrou não existir o déficit.
Agora a campanha para angariar apoio ao desmonte da previdência mudou: “É preciso acabar com privilégios”, diz o governo. A campanha tenta jogar trabalhadores da iniciativa privada contra os do serviço público, alegando que estes últimos têm muitos privilégios. O desafio então, agora, é provar tratar-se de mais uma falácia, até porque, os mais prejudicados com a reforma (desmonte) serão os trabalhadores da iniciativa privada, principalmente os que laboram no campo e todos aqueles que recebem menos de R$2.000,00.
Veja alguns dos prejuízos para os servidores públicos:
– Aposentadoria integral somente após 40 anos de contribuição;
– Integralidade e paridade somente para servidores com 65 anos, se homens, e 62 anos, se mulheres, sem regra de transição;
– Redução da pensão por morte de 100% para 50%, mais 10% por dependente e a possibilidade de haver um valor ainda menor que este;
– Pelas novas regras, servidores que estão a apenas um ano de se aposentar, podem ser obrigados a esperar 10 anos ou mais.
Segundo José Prata, a reforma valerá automaticamente para todos, servidores municipais, estaduais e federais.
Portanto, Servidores, a hora de reagir é agora. Não espere ações dos outros, faça a sua parte!
Envie e-mails a todos os deputados federais mineiros, cobrando o voto CONTRA a Reforma da Previdência.
Confira os e-mails deputados federais mineiros, aqui.