
No dia 22/09, próxima quinta-feira, acontecerá uma grande greve geral em todo o País, unindo os trabalhadores de vários segmentos, sejam da iniciativa privada ou do serviço público.
A paralisação nacional vem sendo construída há alguns meses, desde que projetos como PLP 257/2016 (agora PLC 54/2016), a PEC 241/216 (que, caso aprovados, provocarão congelamento salarial, prejudicarão carreiras e a obtenção de adicionais por tempo de serviço e outros como o ADE), bem como o que promove a terceirização da atividade fim, chegaram ao Congresso Nacional.
Agora o Governo Federal promete enviar, ainda por esses dias, a Reforma da Previdência, que elevará para 65 anos a idade mínima para homens e mulheres se aposentarem, aumentará o percentual de contribuição e desvinculará o reajuste dos benefícios do aumento do salário mínimo.
E, ainda, uma reforma trabalhista, que, jogando fora grande parte das conquistas da CLT permitirá aumento da carga horária diária para até 12 horas, diminuirá a pausa para o almoço que poderá ser de até 15 minutos, colocará em risco o pagamento do 13% salário e poderá reduzir inclusive o período de férias.
“Os ataques têm sido fortes. Grandes empresários, banqueiros e políticos, que querem fazer seu marketing em cima de chamar de privilégios os direitos dos trabalhadores e de espalhar o medo do “Brasil quebrar” por causa destes direitos, têm se unido em torno do objetivo de aprová-los. Mas o que se esconde por traz destes projetos é, como sempre, ‘dar mais a quem já tem mais e tanto já lucrou à custa do suor dos trabalhadores’”, alerta a presidente do SERJUSMIG, Sandra Silvestrini.
Por isso, os servidores da justiça de 1ª instância não podem se omitir neste momento. É necessário e urgente que se unam aos trabalhadores dos demais segmentos (iniciativa privada e pública) em uma grande GREVE GERAL POR PRAZO DETERMINADO de um dia. Essa greve servirá de advertência para o governo e os parlamentares do Congresso nacional pararem o rolo compressor contra o direito dos trabalhadores, sob pena de pararmos o país.
A paralisação é geral, devendo permanecer trabalhando apenas 40% dos servidores de cada setor, a fim de garantir a continuidade do atendimento das medidas urgentes e inadiáveis da sociedade.
É importante todos nas ruas, lutando por seus direitos. Se houver ato público em sua comarca, engrosse-o. Se não houve, venha se somar aos colegas de BH que se unirão aos trabalhadores de outros segmentos para dar uma bela demonstração da disposição para a luta.
Inscrições para os servidores que se deslocarão para BH devem ser feitas previamente com Rosilene, pelo telefone: (31) 3025.3507
Mais detalhes a qualquer momento.