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Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, nesta quarta; SERJUSMIG estará presente




Na próxima quarta-feira, 15, entidades e centrais sindicais de todo o país realizam a Marcha em Defesa da Classe Trabalhadora, em Brasília, ocasião em que será lançada a Pauta da Classe Trabalhadora 2026. O SERJUSMIG estará presente com representantes, fortalecendo as trincheiras junto a milhares de trabalhadores, sindicalistas e apoiadores em defesa de direitos, dignidade e justiça social.

Construída de forma unitária pelas centrais sindicais, a pauta tem origem na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), realizada em 2022, e passa por atualizações anuais. Em 2026, o documento reúne 68 reivindicações prioritárias, entre as quais a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, o fim da escala 6×1, a valorização da negociação coletiva, a garantia de negociação para servidores públicos, a regulamentação do trabalho por aplicativos, o combate à pejotização e o enfrentamento ao feminicídio.

ACESSE A PAUTA DA CLASSE TRABALHADORA 2026

A pauta tem como objetivo orientar a atuação do movimento sindical ao longo do ano, servindo de referência para mobilizações, negociações e iniciativas institucionais em diferentes níveis.

A concentração está prevista para 8h, com saída da marcha em direção à Esplanada dos Ministérios no fim da manhã. O documento será entregue a ministros e a representantes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. No período da tarde, está prevista uma reunião entre o Presidente da República e lideranças dos trabalhadores para discutir os pontos da pauta.

 

Pauta ampliada: aplicativos, servidores e temas sociais

A Marcha da Classe Trabalhadora não se limita à discussão sobre jornada de trabalho. A pauta inclui a regulamentação do trabalho por aplicativos, segmento que concentra milhões de trabalhadores em condições consideradas precárias e sem garantias trabalhistas.

Outro ponto de destaque é a regulamentação da negociação coletiva no serviço público, reivindicação histórica das entidades sindicais. A ausência desse direito é apontada como uma lacuna nas relações de trabalho no setor.

A mobilização também incorpora temas mais amplos, como a defesa da paz e o enfrentamento ao feminicídio, evidenciando a articulação entre demandas trabalhistas e questões sociais urgentes no país.

 

Escala 6×1 ganha centralidade no debate

Um dos principais focos da Marcha de 2026 é a luta contra a escala de trabalho 6×1, que prevê seis dias consecutivos de trabalho seguidos por apenas um de descanso. A jornada é apontada por entidades sindicais como exaustiva, com impactos na saúde física e mental dos trabalhadores, além de limitar o tempo dedicado à vida pessoal e familiar.

A mobilização ganha ainda mais relevância diante da tramitação do tema na Câmara dos Deputados, onde a proposta foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça e deve ser analisada ainda nesta quarta-feira, de acordo com entidades de trabalhadores. O debate ocorre em meio à expectativa de forte pressão popular, considerada decisiva para o avanço da proposta diante da resistência de setores empresariais.

Entre as principais reivindicações relacionadas ao tema estão a redução da jornada de trabalho, a melhoria das condições laborais — incluindo pausas adequadas e suporte — e a valorização do tempo livre como elemento essencial para a qualidade de vida.

 

Mobilização digital amplia pressão

As redes sociais têm papel estratégico na organização e ampliação da mobilização. Campanhas online, uso de hashtags e transmissões ao vivo permitem engajar trabalhadores de diferentes regiões, inclusive aqueles que não poderão comparecer presencialmente à marcha.

Além disso, lideranças sindicais reforçam a importância da pressão digital sobre parlamentares, com o envio de mensagens a deputados e senadores como forma de influenciar o posicionamento no Congresso Nacional.

ACESSE OS CONTATOS NO SITE DO CONGRESSO

 

Mobilização nacional

A expectativa é de que a edição de 2026 seja uma das maiores já realizadas, com a participação de diversas centrais sindicais, movimentos sociais e organizações comunitárias. A amplitude da mobilização reflete a convergência de diferentes setores da sociedade em torno de pautas comuns, reforçando a importância da ação coletiva na defesa de direitos.

Com informações de páginas das Centrais sindicais

 

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