
Cercada pela mobilização dos servidores, após o grande ato da última terça (7), a discussão sobre o RRF na Assembleia Legislativa sofreu alterações importantes nesta quarta-feira (8).
Pela manhã, com o trabalho de obstrução dos deputados da oposição, o parecer favorável ao PL 1202/2019, de adesão ao Regime, não foi votado na Comissão de Administração Pública (CAP). A pauta será retomada na quinta (9), às 14h e o SERJUSMIG estará presente para pressionar os parlamentares. A categoria também é convidada a participar desse importante momento de luta.
O então relator da proposta, deputado Leonídio Bouças (PSDB), renunciou à função, que agora passa às mãos do deputado Roberto de Andrade (Patriota). “Foi feita uma pressão muito grande, principalmente da nossa turma de Uberlândia. É preciso pressionar todos os deputados, principalmente o Roberto de Andrade. Pessoal da Zona da Mata, de Viçosa, vamos pressioná-lo”, conclama o presidente do SERJUSMIG, Eduardo Couto.
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Teto de investimentos públicos
Ao mesmo tempo, parte da proposta do RRF, um teto para os investimentos públicos estaduais, agora passa a ser discutida em separado no Projeto de Lei Complementar (PLC) 38/2023. Essa manobra do governo já havia sido denunciada pelo SERJUSMIG na última semana como uma tentativa de viabilizar a adesão ao RRF.
O PLC 38 foi discutido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na tarde desta quarta (8), após distribuição em avulso de um parecer sobre a matéria. “Aumentaram os salários do governador e de seus secretários, mas é só para os ‘amigos do rei’. São esses que recebem o reflexo do aumento do governador. Agora, pode congelar, mas o deles, não”, criticou o deputado Lucas Lasmar (Rede), integrante da comissão.
Após a sessão em que o parecer foi distribuído, o SERJUSMIG, SINJUS e SINDOJUS se reuniram com o presidente da CCJ, deputado Arnaldo Silva Jr. (União). Na reunião, os sindicatos reiteraram sua posição contrária ao RRF.
Retomando um comentário que já fizera em debate na Comissão, o deputado disse que seu voto na CCJ foi técnico, analisando a constitucionalidade do projeto, e que não necessariamente coincide com a posição que pode adotar em Plenário, quando a análise se dará sobre o mérito da proposta.
A luta continua
“O que vocês têm feito tem dado certo, pois temos conseguido impedir a votação. Então, agora, é intensificar a mobilização, intensificar a pressão, fazer mais paralisações gerais, como vocês têm feito”, afirma Beatriz Cerqueira.
Durante a assembleia geral do serviço público estadual, realizada no ato da terça-feira (7), os trabalhadores aprovaram um calendário de lutas para o mês de novembro, associando a luta contra o RRF a outras pautas importantes. Confira as próximas datas:
- 09/11, às 14h: nova sessão da CAP para discutir o PL 1202/2019
- 14/11: paralisação total das atividades e novo ato
- 17/11: debate público na ALMG sobre a situação das universidades mineiras, que enfrentam a retirada de recursos e o sucateamento
- 20/11: Dia da Consciência Negra
Além disso, foi aprovado um indicativo de nova paralisação geral, a ser realizada no dia em que a adesão ao RRF entrar em votação no Plenário da Assembleia Legislativa.
SERJUSMIG
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