Pular para o conteúdo principal

SERJUSMIG

Recepção a deportados no aeroporto de Confins atesta importância dos Comissários da Infância e Juventude

 

O trabalho dos Servidores da Justiça mostra sua importância a cada dia. Mas em momentos de dificuldade ele é ainda mais necessário. Na tarde desta quarta-feira, 26 de janeiro, chegou ao Aeroporto Internacional de Confins um voo com 211 brasileiros deportados dos Estados Unidos (EUA), sendo 90 crianças e adolescentes. 

Para a recepção e garantia dos direitos desses jovens, junto com a Polícia Federal, o Poder Judiciário preparou uma força-tarefa de Servidores das Varas Cíveis de Infância e Juventude. O corpo de Comissários foi composto por 13 Servidores de Belo Horizonte, que deram apoio a outros quatro de Pedro Leopoldo, além de três Assistentes Sociais do Setor de Estudos Familiares da capital. 

O grupo trabalhou incansavelmente das 10h às 19h, fazendo o possível para auxiliar na recuperação da dignidade das crianças, adolescentes e familiares, no apoio aos que aguardavam o serviço da alfândega e imigração. 

Entre as principais tarefas, os Comissários ajudaram os passageiros recém-chegados no contato com familiares, uma vez que seus celulares e documentos estavam retidos com a Polícia Federal. Os Servidores buscaram esclarecer sobre os procedimentos, além de oferecerem alimentação e facilitarem o acesso aos serviços médicos do aeroporto. O apoio foi também à PF, na verificação da documentação das famílias. 

Denise Pires da Costa, Coordenadora do Comissariado da Vara Cível da Infância e da Juventude de Belo Horizonte estava na ação. A Servidora explica que os Comissários são acionados em casos de denúncia ou relatos de violação aos direitos de crianças e adolescentes, como festas noturnas. 

“A gente faz atividades similares de garantia de direitos nas fiscalizações de grandes eventos. O nosso papel é a garantia de direito e proteção. Independente do evento, se tem violação dos direitos, a gente comparece”, afirma a trabalhadora, comprometida com sua função no Serviço Público. 

Ela conta que se sentiu gratificada por poder presenciar o quanto o cargo de Comissário é útil à sociedade, a fim de propiciar que as crianças e os adolescentes tenham seus direitos garantidos. No entanto, como cidadã, Denise se sentiu abatida. “Fiquei triste que a situação do nosso país leve as pessoas a buscar qualidade de vida melhor em outros lugares, e assim colocar suas vidas e das crianças em risco”, lamentou.