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SERJUSMIG

Tarde de sexta-feira traz discussões de negociações salariais, orçamento e saúde

 

A tarde começou de forma bastante descontraída para os participantes do XVIII Encontro de Delegados Sindicais. A equipe do Tauá, recepcionou os convidados pós almoço com um “aquecimento” divertido, que deixou todos animados para os trabalhos da tarde. Antes da primeira palestra, os Servidores assistiram a uma apresentação do humorista Carlos Nunes, que fez a plateia vir a baixo com muitos risos e diversão. Além das piadas bem-humoradas, o ator deixou uma linda mensagem aos presentes: “Rir é a plástica mais barata do mundo. Precisamos aprender a encarar com leveza os desafios, a rir de nós mesmos e a enfrentar os problemas com mais graça. Sei que vocês vivem um momento complicado de lutas em relação à carreira, por isso, fui convidado para vir aqui e trazer a vocês um pouco de descontração e relaxamento. Não quero dizer com isso que as pessoas tenham que deixar de enfrentar suas lutas, rir de perdas, mas sim, dizer que é possível enfrentar estes momentos difíceis e estas lutas, sem abrir mão do sorriso que faz tão bem à alma e às relações. Viemos ao mundo para ser felizes e independente da crença de cada um que está aqui, eu acredito que é essa nossa principal missão na vida”, finalizou.

Logo após o espetáculo, os trabalhos foram retomados com a apresentação da palestra do economista, técnico do DIEESE da subseção judiciária SERJUSMIG/SINJUS, Thiago Rodarte. Em sua fala, Rodarte apresentou detalhes da negociação entre sindicatos e Tribunal de Justiça com relação ao índice da data-base 2016 e também aos auxílios saúde e transporte. O palestrante mostrou dados que suportam sua base de cálculo e fez também uma retrospectiva macroeconômica da situação do país para contextualizar o impacto de projetos como a PEC 55 e o PLC 54 na vida dos Servidores do Judiciário. Fazendo coro com os palestrantes da manhã, ele reforçou:  “A mobilização é o caminho. Se não estivermos 100% mobilizados não conseguiremos parar isso. O processo de mudança está acontecendo a uma velocidade impressionante. Se não reagirmos, cada vez mais vão avançar pra cima de nós”, afirmou.

Convidada a compor a mesa, a presidente do Sindijudiciário/ES, Adda Lobato, falou sobre a situação que os Servidores capixabas vêm enfrentando. Eles estão há dois anos sem revisão geral e enfrentam agora prejuízos também na carreira. E relatou as dificuldades de fazer com que os trabalhadores, que parecem ainda não terem percebido a gravidade deste momento, se movam e fortaleçam a luta. Minha preocupação é muito grande. Temos que ir à luta, sim. Temos que ter força, e, ainda que não consigamos avançar um passo, não podemos retroceder”, disse.

Dando continuidade aos trabalhos, foi a vez da médica e professora da UFMG, Ada Assunção, ao lado da também professora da citada universidade, a nutricionista Bruna Costa e do pesquisador e psicólogo Eduardo Lima, apresentar o inquérito da saúde do servidor da 1ª instância, realizada ao longo do primeiro semestre de 2016, com os Servidores do judiciário mineiro. Através de sorteio, a equipe da professora entrou em contato, via telefone, com os Servidores para entrevistá-los sobre as condições de saúde e trabalho. Ao todo, foram realizadas 1005 entrevistas, em todas as regiões do estado.

A pesquisa, muito completa, incluiu informações não só sobre a infraestrutura do ambiente de trabalho, como também, características das ocupações de cada cargo, volume de processos, hábitos de vida do servidor, situações cotidianas e situações da vida funcional, como por exemplo, a utilização do PJe. Após análise de todos os indicadores, eles foram comparados a outros estudos. “É bem curioso e preocupante perceber que 53,3% dos Servidores se ausentaram do trabalho por pelo menos um dia devido a doença nos últimos doze meses; 33,9% afirmarem ter problemas de sono e 17,7% dizerem fazer uso de medicação psiquiátrica”, explicou Ada.

O resultado final do inquérito vai contribuir para o Sindicato trabalhar, junto ao TJMG, em cima de intervenções que se mostraram necessárias para assegurar uma melhor condição de saúde aos Servidores da Casa, entre estas, a implementação de políticas de promoção da saúde do Servidor. Ada citou casos de violência verbal, assédio moral, necessidades de melhoria dos postos de trabalho e do aperfeiçoamento da sistemática de implementação e funcionamento do PJe, entre outros pontos que devem ser aprimorados, para que o TJ possa oferecer um ambiente de trabalho mais saudável. O resultado final da pesquisa será divulgado em breve.

Todas as fotos da tarde desta sexta, estão disponíveis em nossa página no facebook.