
Artigo publicado na edição de hoje (1º/12) da Folha de S.Paulo pode ser a explicação para a pressa e o apoio incondicional da maioria absoluta dos políticos do Congresso Nacional à aprovação urgente das medidas “impopulares” do Governo Temer. Dentre elas estão a PEC 55, conhecida no movimento sindical como a “PEC da Morte” (que congela investimentos nos serviços públicos por vinte anos), a Reforma da Previdência (que promete aumentar o desconto previdenciário e a idade mínima para aposentadoria, além de retirar direitos como paridade e integralidade), e, ainda, a Reforma Trabalhista (que vai fazer com que o negociado se sobreponha sobre tudo o que hoje já é direito garantido em lei, como 13%, férias de pelo menos 30 dias, entre outros).
Se o Tribunal Superior Eleitoral decidir cassar a chapa Dilma-Temer até o final de 2016, o Brasil terá que ter eleições diretas (povo nas urnas votando) em 90 dias.
Se virar o ano e Temer for deposto do cargo de presidente em 2017, as eleições passam a ser indiretas, ou seja, o Congresso Nacional elege o presidente que irá governar o País até o fim do prazo do mandato atual (2018).
É inquestionável o interesse do PSDB que um dos seus membros ocupe o cargo. Tanto que, Aécio Neves o disputou nas ultimas eleições. Como também é fato que nenhum governo, podendo, gostaria de assinar as”medidas impopulares” que, na prática, são medidas injustas com os trabalhadores e a sociedade, que perdem direitos conquistados e ainda enfrentarão 20 anos de dificuldades. Então, se o governo atual aprovar essas medidas, outro já entra governando tendo sobra de receitas para pagar juros da dívida pública.
Portanto, servidores, como ainda não sabemos o que vem por aí, é passada a hora de unirmos ainda mais nossas forças em protestos e manifestações para tentar impedir a aprovação de tais medidas, que, repita-se: destroem direitos arduamente conquistados pelos trabalhadores, em especial por nós, servidores públicos. Busque fazer contato com os senadores, cobrando deles uma postura justa e condizente com a daqueles que foram eleitos para representar os trabalhadores e a população em geral, e não para uma classe já privilegiada de banqueiros e detentores do capital.
Faça parte das manifestações organizadas pelo Sindicato. A hora de lutar é agora! Amanhã, pode ser tarde demais!
UNIR, LUTAR E VENCER!