
O dia 24 de janeiro, Dia Nacional do Aposentado, foi a data escolhida também para manifestações contra a Reforma da Previdência. A Frente Mineira em Defesa da Previdência Social, por meio das entidades que a compõem, dentre elas o SERJUSMIG, uniu as comemorações em prol dos aposentados ao Ato Público que foi realizado hoje na Praça 7, em Belo Horizonte.
No evento, as lideranças sindicais presentes destacaram a importância de se valorizar aqueles que contribuíram durante grande parte da vida para o crescimento do País através do seu trabalho. E fizeram questão de lembrar que, caso a pressão do Governo Federal pela aprovação da Reforma da Previdência avance, provavelmente o Dia Nacional do Aposentado não será mais comemorado.
Sandra Silvestrini, presidente do SERJUSMIG, ainda lembrou em sua fala da grande falácia que o Governo divulgou em sua mais recente campanha sobre os Servidores Públicos. “O atual governo trabalha em cima de mentiras. A primeira delas foi a afirmação de que a Previdência era deficitária, fato que foi desmentido após a realização de uma CPI pelo próprio Congresso Nacional. A segunda grande mentira foi jogar nas costas do servidor público, que se dedica árdua e diariamente em bem servir à sociedade, mesmo sofrendo hoje todo o tipo de precarização, seja do salário seja das condições de trabalho, a afirmação de que este trabalhador goza de privilégios em relação aos da iniciativa privada. Mas a verdade sobre a Reforma é que ela atinge em cheio os trabalhadores da iniciativa privada, pois o mercado não mantém empregadas pessoas idosas. Assim, os trabalhadores mais velhos do setor público serão afetados no valor de suas aposentadorias e pensões, mas, pelo menos, têm estabilidade, o que já não acontece com os trabalhadores da iniciativa privada, que serão colocados na rua em vez de se aposentarem.
Sandra também lembrou aos transeuntes e manifestantes que quando se precariza o serviço público, deixando de investir no funcionalismo e nas condições de trabalho, como ocorre atualmente, o deputado, senador ou membros das cúpulas dos poderes não são os que sofrem mais. “Quem sofre mais é a sociedade mais carente, é o trabalhador comum, pois são estes que usam os serviços públicos”, alertou.
Como acontece nas manifestações contra a Reforma da Previdência, houve a leitura dos nomes dos deputados e senadores que apoiam a Reforma ou que se manifestam como “indecisos” em relação a essa votação. “Vocês, que votam contra o trabalhador, não serão reeleitos. Mudem o seu voto ou aguardem sua derrota nas urnas”, reiterou Ilva Franca, presidente da Frente Mineira.
O SERJUSMIG prepara, em parceria com outras entidades e também em algumas atividades individuais, uma campanha de grande força contra a Reforma que desmonta a Previdência Pública.